Delegação feminina latino-americana leva pautas de liderança e sustentabilidade a Davos
Grupo formado por executivas brasileiras participa, pela primeira vez, de uma agenda paralela ao Fórum Econômico Mundial

Ariane Ueda
Uma delegação latino-americana composta exclusivamente por mulheres líderes participa, pela primeira vez, de uma agenda estruturada de debates paralelos ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. A iniciativa é organizada pela Plataforma Mulheres Inspiradoras, em parceria com o Banco da Amazônia.
O grupo reúne executivas, empresárias e lideranças brasileiras que ocupam cargos estratégicos em diferentes setores. Na pauta, temas como liderança feminina, acesso a capital, sustentabilidade, governança e os desafios da nova economia, a partir da perspectiva de mercados emergentes como o Brasil e a América Latina.
No domingo (19), a delegação promoveu um encontro fechado em Davos com representantes do setor financeiro, empresarial e institucional. Participaram do painel nomes ligados ao Banco da Amazônia, ao iFood e à BRICS CCI Índia, com foco em ampliar a presença feminina latino-americana nos espaços onde decisões globais são discutidas e influenciadas.
Para Geovana Quadros, fundadora da Plataforma Mulheres Inspiradoras, a participação em Davos tem caráter estratégico.
“Não se trata apenas de visibilidade, mas de ocupar espaços onde as decisões são tomadas e levar a visão de quem atua em mercados emergentes”, afirmou.
Parceiro da iniciativa, o Banco da Amazônia destacou que a participação na agenda internacional está alinhada à atuação da instituição em sustentabilidade, finanças verdes e inclusão produtiva, com ênfase no fortalecimento da liderança feminina. Segundo Ruth Helena Lima, executiva do banco, a proposta é aproximar o debate global da realidade amazônica e brasileira.
A missão em Davos faz parte da atuação internacional da Plataforma Mulheres Inspiradoras, que há uma década promove formação executiva, fóruns de alto nível e conexões entre mulheres em posições de decisão. A organização mantém parcerias com instituições como a ONU Mulheres e a BRICS CCI.
Com a iniciativa, o Brasil amplia sua presença em Davos para além de governos e grandes corporações, levando ao centro do debate uma articulação feminina voltada a liderança, desenvolvimento sustentável e impacto econômico.









