Saldo negativo das contas do Brasil com o exterior recuou para US$ 2,3 bi na comparação anual; exportações bateram recorde de US$ 36,4 bi
Caio Barcellos
Fachada do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O déficit nas contas do Brasil com o exterior caiu para US$ 2,3 bilhões em junho de 2026, redução de 55,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo negativo foi de US$ 5,2 bilhões. Os números goram apresentados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC).
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As chamadas transações correntes reúnem as principais movimentações do país com o exterior, como comércio de bens, serviços, viagens internacionais, pagamento de juros e remessa de lucros. Quando há déficit, significa que o Brasil enviou mais recursos ao exterior do que recebeu naquele mês.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações, que atingiram o maior valor da série histórica.
O superávit passou de US$ 5,2 bilhões em junho de 2025 para US$ 8,8 bilhões neste ano. As exportações cresceram 24,8% e chegaram ao recorde de US$ 36,4 bilhões, enquanto as importações aumentaram 15,3%, para US$ 27,6 bilhões. Como as vendas cresceram mais do que as compras, o saldo comercial ficou mais positivo.
Mesmo assim, parte desse ganho foi compensada pelo aumento das despesas com serviços, como viagens internacionais e transporte. O déficit nessa conta subiu de US$ 4,4 bilhões para US$ 5,1 bilhões. Os brasileiros gastaram mais em viagens ao exterior, fazendo com que o déficit líquido nessa rubrica avançasse 21%, para US$ 1,4 bilhão.
Nos 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes caiu para US$ 61,4 bilhões, o equivalente a 2,46% do PIB. Em junho de 2025, esse percentual era de 3,52% do PIB. Quanto menor esse indicador, menor é a necessidade de financiamento externo da economia brasileira.
Investimento estrangeiro
O investimento direto no país, considerado o capital de longo prazo destinado à instalação ou ampliação de empresas, somou US$ 9,1 bilhões em junho. O valor é quase três vezes maior que os US$ 3,1 bilhões registrados no mesmo mês de
No acumulado de 12 meses, esse tipo de investimento alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB. O resultado é suficiente para financiar com folga o déficit em transações correntes, que corresponde a 2,46% do PIB.
Já os investimentos em carteira, como aplicações de estrangeiros em ações e títulos públicos, registraram saída líquida de US$ 600 milhões em junho
Reservas caem
As reservas internacionais terminaram junho em US$ 367,6 bilhões, queda de US$ 3,6 bilhões em relação a maio. Segundo o Banco Central, a redução foi provocada principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas, que diminuiu o valor das reservas quando convertido para a moeda norte-americana, além de vendas de dólares feitas pela autoridade monetária no mercado.
Déficit das contas externas cai 55,8% em junhoSaldo negativo das contas do Brasil com o exterior recuou para US$ 2,3 bi na comparação anual; exportações bateram recorde de US$ 36,4 biEconomia2026-07-28T14:37:05.606ZO déficit nas contas do Brasil com o exterior caiu para US$ 2,3 bilhões em junho de 2026, redução de 55,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo negativo foi de US$ 5,2 bilhões. Os números goram apresentados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC). As chamadas transações correntes reúnem as principais movimentações do país com o exterior, como comércio de bens, serviços, viagens internacionais, pagamento de juros e remessa de lucros. Quando há déficit, significa que o Brasil enviou mais recursos ao exterior do que recebeu naquele mês. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações, que atingiram o maior valor da série histórica. O superávit passou de US$ 5,2 bilhões em junho de 2025 para US$ 8,8 bilhões neste ano. As exportações cresceram 24,8% e chegaram ao recorde de US$ 36,4 bilhões, enquanto as importações aumentaram 15,3%, para US$ 27,6 bilhões. Como as vendas cresceram mais do que as compras, o saldo comercial ficou mais positivo. Mesmo assim, parte desse ganho foi compensada pelo aumento das despesas com serviços, como viagens internacionais e transporte. O déficit nessa conta subiu de US$ 4,4 bilhões para US$ 5,1 bilhões. Os brasileiros gastaram mais em viagens ao exterior, fazendo com que o déficit líquido nessa rubrica avançasse 21%, para US$ 1,4 bilhão. Nos 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes caiu para US$ 61,4 bilhões, o equivalente a 2,46% do PIB. Em junho de 2025, esse percentual era de 3,52% do PIB. Quanto menor esse indicador, menor é a necessidade de financiamento externo da economia brasileira. Investimento estrangeiro O investimento direto no país, considerado o capital de longo prazo destinado à instalação ou ampliação de empresas, somou US$ 9,1 bilhões em junho. O valor é quase três vezes maior que os US$ 3,1 bilhões registrados no mesmo mês de No acumulado de 12 meses, esse tipo de investimento alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB. O resultado é suficiente para financiar com folga o déficit em transações correntes, que corresponde a 2,46% do PIB. Já os investimentos em carteira, como aplicações de estrangeiros em ações e títulos públicos, registraram saída líquida de US$ 600 milhões em junho Reservas caem As reservas internacionais terminaram junho em US$ 367,6 bilhões, queda de US$ 3,6 bilhões em relação a maio. Segundo o Banco Central, a redução foi provocada principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas, que diminuiu o valor das reservas quando convertido para a moeda norte-americana, além de vendas de dólares feitas pela autoridade monetária no mercado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/deficit-das-contas-externas-cai-55-8-em-junho