CVM tem novo superintendente-geral em meio ao escândalo do Master
João Accioly, presidente-interino da comissão, começou a fazer trocas como resposta ao caso Master


Nathalia Fruet
O inspetor federal do mercado de capitais Florisvaldo Machado Gonçalves assume nesta quarta-feira (22) a Superintendência-Geral da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O servidor de carreira, que está na comissão há 12 anos, assume o lugar de Alexandre Pinheiro dos Santos, que deixou a função no mês passado.
A coluna apurou que é função da Superintendência-Geral supervisionar e coordenar o trabalho das outras superintendências. E que os processos estavam muito soltos em setores que cuidam, por exemplo, dos fundos de investimentos e também do mercado de capitais.
Por enquanto, Florisvaldo Machado fica de forma interina no cargo de superintendente-geral até que a Casa Civil dê o aval para a permanência na função.
Antes de indicar o novo superintendente-geral, o presidente da CVM, João Accioly, já havia feito trocas na Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) e na Superintendência de Supervisão de Investidores institucionais (SIN). Na SIN, saiu Marco Velloso e entrou Cláudio Maes e na SMI, André Pássaro pediu pra deixar a função após uma proposta da iniciativa privada, assumindo Egmon Henrique de Oliveira Costa.
As duas superintendências são apontadas por servidores da CVM como as responsáveis por acompanhar casos como o de aporte de capital em fundos, como aqueles usados pelo Master para mascarar a operação do banco feita com títulos podres. E que esses setores não identificaram os problemas com o banco de Daniel Vorcaro.
Em conversa com a coluna, o presidente confirmou que está fazendo uma espécie de reestruturação. Accioly, mesmo que esteja no cargo interinamente, tem rebatido as críticas contra a Comissão de Valores Mobiliários e tem defendido melhorias na governança. As alterações ocorrem com o órgão esvaziado: das cinco diretorias apenas duas estão ocupadas, à espera de sabatina no Senado.
Para a vaga de Accioly na presidência foi indicado o nome de Otto Lobo, mesmo com a contrariedade da equipe econômica, mas com aval de lideranças de partidos do Centrão e de Igor Muniz ,que ocupará uma das diretorias. Após a aprovação do nome de Oto Lobo, João Accioly, retorna a uma das diretorias.
Por enquanto não há data para que os nomes sejam analisados na Comissão de Assuntos Econômicos, a CAE.









