Economia

Bolsas sobem com acordo para fim da guerra no Oriente Médio

Nikkei 225 bate recorde, Stoxx 600 renova máxima e futuros de Nova York avançam com força

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Exame.com
15/06/2026, 12:28 • Atualizado em 15/06/2026, 12:28
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Foto: Pixabay

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Os mercados globais iniciaram a semana em forte alta após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, com perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz impulsionando o apetite por risco.

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O movimento foi amplo e atingiu bolsas da Ásia, Europa e EUA, enquanto os preços do petróleo despencavam mais de 5% e o dólar perdia força frente às principais moedas globais.

Isso porque, com a diminuição das preocupações sobre um corte prolongado no fornecimento de petróleo, investidores passaram a buscar ativos mais arriscados, favorecendo diversas ações ao redor do mundo, segundo a imprensa internacional.

Ásia dispara e Japão renova recordes

Na Ásia, o rali foi liderado pelo Japão e pela Coreia do Sul. O índice Nikkei 225 avançou mais de 5% e atingiu uma máxima histórica intradiária, enquanto o Kospi sul-coreano disparou cerca de 5,2%, próximo a níveis recordes.

Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,5%, enquanto os principais índices chineses também encerraram o dia em alta.

O Investing.com vê que o mercado asiático reagiu positivamente à perspectiva de normalização dos fluxos energéticos, uma vez que economias como Japão, Índia e Coreia do Sul dependem fortemente das importações.

O desempenho japonês também foi favorecido pelas expectativas em torno da reunião do Banco do Japão, que termina nesta terça-feira, 16. Investidores aguardam sinalizações sobre os próximos passos da política de juros.

Europa respira após meses de pressão

O alívio foi ainda mais evidente na Europa, região que vinha sofrendo de forma mais intensa os efeitos da guerra devido à sua dependência energética.

O índice europeu Stoxx 600 avançou cerca de 1% e renovou sua máxima histórica pela primeira vez desde fevereiro, recuperando integralmente as perdas acumuladas desde o início do conflito, de acordo com a Reuters.

Empresas de luxo, que estão entre as maiores quedas do ano no mercado europeu, lideraram os ganhos. Montadoras e companhias aéreas também avançaram com força, beneficiadas pela perspectiva de combustíveis mais baratos.

Para o analista-chefe da IG Group, Chris Beauchamp, "se o petróleo realmente voltar a fluir de forma sustentável, isso dará um impulso significativo aos mercados europeus", detalhou à agência.

Wall Street acompanha o otimismo

Nos EUA, os investidores também adotavam um tom positivo. Os futuros do Dow Jones avançavam cerca de 1%, enquanto os contratos do S&P 500 subiam 1,4%. Já os futuros do Nasdaq 100 registravam alta de 2,2%.

O mercado, além da perspectiva de paz, continua repercutindo a estreia histórica da SpaceX. As ações da companhia avançavam mais 6% no pré-mercado, após uma valorização de 19% em seu primeiro pregão, de acordo com dados da CNBC.

Cautela é vista como necessária

Investidores seguem atentos aos próximos capítulos da negociação. O memorando ainda será formalmente assinado na sexta-feira, 19, na Suíça, e temas sensíveis como o programa nuclear iraniano continuam sem definição.

Ao mesmo tempo, o foco do mercado começa a migrar para a agenda monetária global. Nesta semana, Federal Reserve (Fed), Banco do Japão, Banco da Inglaterra e Banco da Reserva da Austrália definem os juros.

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