Aplicativo do FGC tem instabilidade em meio a pedidos de ressarcimento
Investidores relatam dificuldades para anexar documentos e finalizar solicitações; fundo afirma ter recursos e alerta para tentativas de golpe


Exame.com
O aplicativo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) apresentou problemas de acesso e funcionamento nesse sábado (17), um início conturbado para o período de solicitações de ressarcimento dos investidores do banco Master.
Os pedidos para pessoas físicas foram abertos às 9h30, mas muitos usuários enfrentaram dificuldades, principalmente para anexar a documentação necessária e concluir o processo. Para pessoas jurídicas, o canal disponível é o site da instituição.
Procurado, o FGC informou que ainda não havia uma previsão concreta para a total normalização do sistema. A assessoria do fundo ressaltou, porém, que, uma vez concluído o pedido, o pagamento será efetuado em até dois dias úteis, creditado diretamente em conta de titularidade do investidor.
Recursos e alerta contra fraudes
O FGC também divulgou números atualizados sobre o caso. O volume inicial de credores, estimado em 1,6 milhão, foi revisado para cerca de 800 mil.
O montante total a ser pago em garantias é de R$ 40,6 bilhões, valor ligeiramente inferior à projeção anterior de R$ 41,3 bilhões. O fundo declarou possuir liquidez de R$ 125 bilhões, com base em dados de novembro de 2025, assegurando capacidade para honrar os compromissos.
Em comunicado, o FGC emitiu um alerta contra golpes. A entidade reiterou que não cobra nenhum tipo de taxa para o ressarcimento, não antecipa valores, não utiliza intermediários e não entra em contato por aplicativos de mensagem ou SMS.
"Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos", afirmou o presidente do fundo, Daniel Lima.
Como funciona a cobertura do FGC?
A proteção do FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, incluindo o valor investido somado aos rendimentos até a data da liquidação.
Produtos como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs estão englobados. Valores superiores a esse limite devem ser reclamados no processo de liquidação extrajudicial do banco, conduzido pelo Banco Central.
O banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025. A instituição, controlada por Daniel Vorcaro, já operava sob forte tensão financeira, com custos de captação elevados e exposição a investimentos de alto risco.








