ANP leiloa 326 blocos de petróleo e gás; veja quem levou
Petrobras, Prio e Equinor estão entre as empresas que arremataram blocos no primeiro leilão; o próximo terá 313 áreas em disputa

Estatal anunciou início de operações da plataforma de petróleo e gás P-79 | Divulgação/Petrobras
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quarta-feira (7) dois leilões para oferta a empresas de áreas de exploração e produção de petróleo e gás natural.
Ao todo, 326 blocos serão colocados em disputa, em rodadas consideradas pela agência as maiores já realizadas. Os bônus mínimos de assinatura chegam a R$ 2,18 bilhões.
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O primeiro leilão, realizado pela manhã, ofereceu 13 blocos do pré-sal nas bacias de Campos e Santos, no litoral do Sudeste, pelo regime de partilha de produção. Ao todo, sete áreas foram arrematadas por Petrobras, Prio Forte e Equinor Brasil, além de dois consórcios. O governo federal deve arrecadar R$ 530,46 milhões em bônus de assinatura.
À tarde, a ANP realiza o segundo leilão, com 313 blocos em 22 setores, pelo regime de concessão. As áreas incluem regiões terrestres e marítimas, entre elas dois setores da Bacia do Ceará, na Margem Equatorial.
A rodada também inclui cinco blocos classificados como áreas de acumulação marginal, onde a produção está inativa ou os campos foram devolvidos à ANP por falta de interesse econômico. Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para participar dessa disputa.
Primeiro leilão
Os sete blocos arrematados no primeiro leilão devem receber investimentos estimados em R$ 778,4 milhões. O valor arrecadado poderia chegar a R$ 1,23 bilhão caso todas as 13 áreas tivessem recebido propostas.
Não houve disputa pelos blocos. Cada uma das sete áreas recebeu apenas uma proposta, que foi considerada vencedora.
As áreas foram leiloadas pelo regime de partilha, adotado nas áreas do pré-sal. Nesse modelo, parte do petróleo e do gás produzidos é destinada à União. As empresas ficam com uma parcela da produção para recuperar os custos da exploração, o chamado “custo em óleo”, enquanto o excedente é dividido entre a União e as companhias.
Nesse modelo, vence a empresa ou consórcio que oferecer o maior percentual do excedente em óleo à União. A Petrobras tem direito de preferência e pode decidir se será operadora dos blocos, com participação mínima de 30% caso exerça essa opção.
Veja quem arrematou os blocos:
Bacia de Campos
- Magnetita – Prio Forte S.A., com 32,8% de excedente em óleo para a União;
- Hematita –Prio Forte S.A., com 7,18% de excedente em óleo para a União;
- Azurita – Petrobras, com 30% de excedente em óleo para a União.
Bacia de Santos
- Jade – Consórcio CNOOC Petroleum e Sinopec, com 18,20% de excedente em óleo para a União;
- Cruzeiro do Sul – Petrobras, com 15,27% de excedente em óleo para a União;
- Rubi – Equinor, com 25,02% de excedente em óleo para a União;
- Rodocrosita – Consórcio Equinor e Galp, com 15,52% de excedente em óleo para a União.
O certame foi considerado pela ANP a maior oferta de áreas no pré-sal desde a implementação do modelo atual de leilões, em 2022. Foram oferecidos cinco blocos na Bacia de Campos e oito na Bacia de Santos.
Ao todo, 19 empresas foram habilitadas para participar, entre elas Petrobras, Shell, Chevron, BP, Equinor, Sinopec, TotalEnergies, Prio Forte, Galp e QatarEnergy. A habilitação, no entanto, não obrigava as companhias a apresentar propostas.
Na última segunda-feira (5), a ANP retirou cinco blocos da Bacia do Parnaíba, após a área técnica identificar um erro na aplicação de critérios socioambientais.
A realização dos leilões também é alvo de críticas de organizações socioambientais. O Instituto Arayara questiona na Justiça a oferta de alguns blocos e aponta possíveis sobreposições com territórios indígenas e quilombolas, áreas de conservação, assentamentos da reforma agrária e regiões de pesca artesanal.















