Alckmin diz torcer pela recuperação da Venezuela e minimiza impacto no comércio
Segundo vice-presidente, relação comercial com país vizinho representa parcela pequena das exportações brasileiras


Caio Aquino
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (6) que o Brasil deseja ver uma recuperação econômica da Venezuela, mas ponderou que o país vizinho não tem peso significativo nas trocas comerciais com o Brasil atualmente.
Em coletiva para apresentar os dados da balança comercial de 2025, Alckmin destacou que a corrente de comércio brasileira com a Venezuela foi equivalente a cerca de US$ 1,2 bilhão, resultante de US$ 838 milhões em exportações e US$ 349 milhões em importações ao longo do ano passado. Ele observou que, sob esse patamar, a Venezuela aparece no 52º lugar no ranking de parceiros comerciais do Brasil.
“Agora, nós torcemos pela Venezuela, que ela possa se recuperar, que ela possa crescer e possa aumentar a sua exportação, a sua importação. Todo mundo torce para que o país possa se recuperar”, afirmou o vice-presidente durante a coletiva, ressaltando que o Brasil tem interesse em um futuro mais próspero para o país sul-americano.
Petróleo e crescimento econômico
Alckmin lembrou que, nas décadas passadas, a Venezuela já foi uma das economias mais pujantes da América do Sul, com peso relevante no comércio regional. Ele mencionou também que o país possui grandes reservas de petróleo, mas destacou que isso não se traduz automaticamente em crescimento econômico ou em aumento imediato das exportações, pois é necessário investimento e tempo para ampliar a produção e as vendas da commodity.
O ministro reforçou que o Brasil segue otimista quanto ao aumento da produção de petróleo nacional, especialmente no pré-sal, e que a expansão dessa produção deve contribuir para o setor energético nos próximos anos.
A declaração ocorre em meio à recente crise na Venezuela, intensificada após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, que provocou reações diplomáticas e políticas em toda a região. Grupos de venezuelanos comemoraram a detenção de Maduro em diferentes países, enquanto parte da sociedade civil e líderes internacionais manifestaram opiniões divergentes sobre a operação militar e suas consequências.
Alckmin disse ainda que o Brasil mantém diálogo com parceiros internacionais sobre comércio e política externa e que o relacionamento com os Estados Unidos continua sendo importante para a economia brasileira, incluindo negociações sobre tarifas e acordos comerciais.









