Adequação à nova Nota Fiscal Nacional desafia operação de clínicas e hospitais
Novo padrão fiscal amplia transparência, mas cria gargalos operacionais no setor da saúde


Leonardo Almeida
Desde 1º de janeiro de 2026, todos os estabelecimentos comerciais devem seguir um novo modelo de nota fiscal. A Nota Fiscal Nacional (NFN) unifica os diferentes modelos utilizados, criando uma regra única no território nacional. A adequação ao novo sistema, porém, vem impactando o setor da saúde, com impacto operacional em clínicas, hospitais e laboratórios.
Muitos estabelecimentos de saúde ainda utilizam sistemas antigos, causando a rejeição das notas emitidas, além do retrabalho. Outra consequência é a necessidade de buscar contadores e empresas terceirizadas para emitir a nota fiscal conforme as novas regras, aumentando os custos e atrasos na operação devido ao grande volume de atendimentos.
"Muitos estabelecimentos de saúde ainda utilizam sistemas que foram desenhados para regras locais de prefeitura, com cadastros incompletos ou pouco estruturados. Na rotina, isso aparece como rejeição de notas, necessidade de retrabalho e dependência maior do contador se os processos internos não estiverem bem organizados", afirma Cláudio Franco, CEO da Tivita, healthtech que utiliza agentes de inteligência artificial para automatizar tarefas em estabelecimentos de saúde.
A implementação da Nota Fiscal Nacional busca padronizar, dar mais transparência e rastreabilidade para o faturamento. Porém a dificuldade em se adaptar ao novo modelo pode atrapalhar o funcionamento do setor de saúde.
Cláudio Franco alerta para a necessidade de conectar todos os registros de rotina através de automação dos sistemas como uma forma de evitar erros no processo. “Automação de faturamento, conciliação entre atendimentos e cobranças, validação automática de dados antes da emissão da nota e integração direta com sistemas fiscais reduzem drasticamente o erro humano.”









