"À estaca zero não volta", diz analista sobre adiamento do acordo UE-Mercosul
Decisão de enviar texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia atende à pressão de produtores rurais e pode atrasar a implementação total do tratado
Leonardo Almeida
O Parlamento Europeu adiou nesta quarta-feira (21) o início do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Após votação acirrada, os parlamentares decidiram por 334 votos a 324 encaminhar o acordo para o Tribunal de Justiça da UE (TJEU), para que analise a validade do texto.
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"O tribunal de justiça pode levar anos decidindo sobre isso e, em paralelo, o acordo pode entrar de maneira provisória, mas não é o ideal, pois qualquer medida do tribunal pode derrubar o que estava sendo estabelecido. Mas à estaca zero não volta", explica Flávia Loss, especialista em Mercosul.
A negociação permitirá que a Europa exporte carros, máquinas e bebidas destiladas para a América do Sul, além de facilitar a entrada de itens como mel, arroz e carne bovina sul-americanos.
"Tanto os parlamentos nacionais como o parlamento europeu sofrem pressão de quem está insatisfeito com esse acordo, justamente a agricultura e pecuária da União Europeia, em especial a França, Bélgica e Irlanda", completou.
"O governo brasileiro tinha a expectativa que esse acordo entraria em vigor nos próximos meses. Essa decisão do parlamento europeu coloca alguns obstáculos, mas de maneira provisória (o acordo) já pode operar", disse Flávia Loss.
O tratado foi assinado no último sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, após mais de duas décadas de negociações, e cria o maior acordo de área de livre comércio no mundo, com mais de 700 milhões de consumidores, unindo 27 países membros da União Europeia e Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O acordo elimina 90% das tarifas sobre o comércio bilateral.
"À estaca zero não volta", diz analista sobre adiamento do acordo UE-MercosulDecisão de enviar texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia atende à pressão de produtores rurais e pode atrasar a implementação total do tratadoEconomia2026-01-21T16:06:51.368ZO Parlamento Europeu adiou nesta quarta-feira (21) o início do acordo . Após votação acirrada, os parlamentares decidiram por 334 votos a 324 encaminhar o acordo para o Tribunal de Justiça da UE (TJEU), para que analise a validade do texto. "O tribunal de justiça pode levar anos decidindo sobre isso e, em paralelo, o acordo pode entrar de maneira provisória, mas não é o ideal, pois qualquer medida do tribunal pode derrubar o que estava sendo estabelecido. Mas à estaca zero não volta", explica Flávia Loss, especialista em Mercosul. A negociação permitirá que a Europa exporte carros, máquinas e bebidas destiladas para a América do Sul, além de facilitar a entrada de itens como mel, arroz e carne bovina sul-americanos. "Tanto os parlamentos nacionais como o parlamento europeu sofrem pressão de quem está insatisfeito com esse acordo, justamente a agricultura e pecuária da União Europeia, em especial a França, Bélgica e Irlanda", completou. "O governo brasileiro tinha a expectativa que esse acordo entraria em vigor nos próximos meses. Essa decisão do parlamento europeu coloca alguns obstáculos, mas de maneira provisória (o acordo) já pode operar", disse Flávia Loss. O no último sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, após mais de duas décadas de negociações, e cria o maior acordo de área de livre comércio no mundo, com mais de 700 milhões de consumidores, unindo 27 países membros da União Europeia e Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O acordo elimina 90% das tarifas sobre o comércio bilateral. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/a-estaca-zero-nao-volta-diz-analista-sobre-adiamento-do-acordo-ue-mercosul
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