Senador diz que caso Master "é a maior crise": "Vai abalar mais ainda nosso sistema financeiro"
Wellington Fagundes (PL-MT) disse que "todos os Poderes da República" estão "envolvidos, de uma forma ou de outra"


SBT News
Kenzô Machida
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) disse neste sábado (7) que o caso Master "é a maior crise" que ele já viu em "33 anos de experiência em Brasília". O parlamentar fez uma visita de duas horas a Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde ex-presidente segue preso por tentativa de golpe, e relatou que ele e o colega congressista Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, não trataram do escândalo envolvendo o banco de Daniel Vorcaro no encontro com o ex-mandatário.
"É a maior crise que o Brasil viveu. Abalou e vai abalar muito mais ainda nosso sistema financeiro. Todos os Poderes da República envolvidos, de uma forma ou de outra. Não quer dizer que a maioria [está], mas tem membros de todos os Poderes envolvidos. Por isso, é a maior crise", comentou, em entrevista ao jornalista e apresentador Kenzô Machida, do SBT.
Perguntado sobre supostas mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Fagundes chamou conteúdo divulgado de "estarrecedor". "Quero parabenizar a Polícia Federal. Fez um grande trabalho e está agindo como polícia de Estado, não de governo", acrescentou.
Fagundes também disse que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, deixou clara sua posição de transparência em relação a conteúdos da investigação compartilhados com a CPMI do INSS.
"Tanto é que já mandou tudo pra CPMI. Por isso, defendemos que a CPMI seja prorrogada, que seja instalada CPI ou CPMI do Master e que a CPI do Crime Organizado tenha mais condições de trabalho. Tudo que foi mostrado está entrelaçado. A organização criminosa tá definida, INSS, consignado e todo esse problema do sistema financeiro. É um só [caso]. Não tem como separar uma coisa da outra", sugeriu.







