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Crescimento econômico depende de reeleição de Pacheco, afirma Tebet

Ministra do Planejamento esteve na sede da Febraban com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Crescimento econômico depende de reeleição de Pacheco, afirma Tebet
Haddad e Simone Tebet após reunião com a Febraban
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou, em encontro na Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), nesta 3ª feira (31.jan), que é necessário garantir a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no comando do Senado Federal. Questionada pelo SBT News, a ministra afirmou que a estabilidade econômica passa pela estabilidade institucional. Sem harmonia entre os poderes, será difícil, segundo Tebet, falar sobre crescimento do país.

"Entendemos, na figura do presidente Rodrigo Pacheco, a figura de um presidente capaz de garantir a harmonia com os demais poderes. Sem isso, não dá para falar em baixar a taxa de juros de 13,75%, não dá para falar em garantir uma inflação mais baixa, em crescimento econômico, em geração de emprego e renda e qualidade de serviços públicos.", afirmou a ministra.

Apoiado pelo governo, Pacheco é favorito à reeleição, mas assiste ao crescimento da candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e senador de oposição, ao cargo. Tebet, inclusive, participa ainda hoje de um almoço para poder checar como estão os votos na Casa. 

+ Atrasado, Planalto entra no jogo para tentar recondução de Pacheco

No encontro desta 3ª feira, também marcou presença o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra da Gestão e Inovação Pública, Esther Dweck. Acompanhados do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, eles discutiram a agenda para o setor financeiro e voltaram a apontar para a reforma tributária como prioridade da equipe econômica. 

"A agenda é a mesma em todo o canto: a reforma tributária, que já podia ter sido votada e não foi. O Congresso tá maduro, há nas duas Casas um ambiente muito favorável, e isso tem um impacto muito forte no crescimento econômico: vai melhorar a vida das empresas; da indústria, dará mais transparência para o sistema tributário, e permitirá que a gente avance no 2º semestre para discutir a questão da regressividade do sistema tributário", afirmou Haddad em frente à sede da Federação, na Avenida Faria Lima, em São Paulo. 

O arcabouço fiscal e projetos de crédito também foram temas do café da manhã, que reuniu a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da Caixa, Rita Serrano. Os mesmos pontos já haviam sido discutidos ontem (30.jan), em um encontro com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Segundo Haddad, uma nova regra fiscal será enviada ao Congresso em breve, o que dará segurança e previsibilidade aos agentes econômicos.

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Em relação à questão de crédito, o ministro afirmou que existe uma preocupação sobre uma "eventual" retração do crédito no Brasil, devido à taxa de juros, que está em 13,75%, e que o governo planeja uma agenda rápida para lidar com a situação, o que inclui, segundo Haddad, um sistema de garantias, diminuição do spread e melhoria do ambiente de concorrência.

"O crédito caro impede os negócios, você simplesmente fica numa situação travada, por o lucro ser menor do que o juros, e aí você não consegue viabilizar atividade econômica. Eu diria que essa foi a agenda (do encontro), além da eficiência da máquina pública", avaliou.

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