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Cresce em 17% a contratação de seguro de vida no Brasil

Aumento é considerado histórico desde o início da pandemia

Cresce em 17% a contratação de seguro de vida no Brasil
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O brasileiro passou a contratar mais seguros de vida. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a contratação deste tipo de categoria de seguro cresceu 17% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando ao patamar de R$ 8,28 bilhões.

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Além disso, um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) apontou que no ano de 2021 os seguros de vida foram responsáveis pela movimentação de mais de R$ 23 bilhões, chegando a crescer 13,5%, em relação a 2020.

O Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alexandre Camillo, falou ao SBT News sobre este crescimento do setor, comentou as perspectivas sobre o aumento da demanda por brasileiros em relação à contratação de seguros.

SBT News: Esse aumento da contratação de seguros tem ligação com a pandemia da covid-19?

Alexandre Camillo: Tem? Infelizmente tem. Como a gente sabe existe um ditado popular que diz que se aprende pelo amor ou pela dor e a pandemia nos fez ter esse aprendizado pela dor.

O brasileiro, a sociedade brasiliera nunca teve um espirito preventivo muito apurado, por razoes próprias do nosso país, né. A pandemia muda um pouco esse sentimento e muda, especialmente, a percepção na necessidade de buscar instrumento de proteção.

SBTN: Para as pessoas que não sabem, o seguro de vida: o que ele significa na prática? Elas vão pagando, vão pagando e, quando a pessoa morre, tem um montante para as famílias, para os parentes?

AC: O seguro de pessoas, o que costumamos dizer, pode ser específico para risco, você paga eventualmente em razão de um óbito, um falecimento, de uma invalidez permanente ou parcial, de um acidente, você tem uma indenização específica daquele risco. Normalmente este um valor menor de contribuição, especialmente dependendo da faixa etária e tudo mais.

Ao mesmo tempo, você pode ter este mesmo pagamento, digamos assim, uma parcela para acumulação, que independente de um sinistro.
 

Ou seja, um óbito, um acidente uma invalidez, você ao final de um período de contribuição, você tem um valor ali acumulado que você pode resgatar.


Você pode contratar um serviço especificamente pra risco, prevendo como já falei morte, acidente e invalidez, e um que além do risco traga também a questão de acumulação.

SBTN: Qual é a importância de ter um seguro de vida? Com a pandemia, a gente aprendeu. Mas, as pessoas que estão pagando o seguro, sofrem um acidente, morrem. O valor pago vai ser diretamente aproveitado pelos parentes que ficaram? Qual é a importância de se ter um seguro?

AC: Sem dúvida nenhuma, o seguro de vida da continuidade a sonhos de uma família, sonhos pessoais, na falta do seu responsável financeiro. Como falamos, no caso de uma invalidez permanente, parcial, algo que impeça a pessoa de exercer, dar continuidade a sua atividade profissional.

Tanto é que existe seguro de vida com uma juração de órgãos e membros. Um artista que depende de suas mãos, um atleta que depende essencialmente da perna ou um jornalista que dependa da sua voz.

Antigamente a pessoa era reticente porque só vou usar no caso do falecimento, eu não quero morrer, ninguém quer, mas essa é uma realidade.

Só que hoje, do seguro de vida, além dessa característica como essa que falei, ainda tem coberturas mais amplas de doenças graves, quando a pessoa é diagnosticada, com uma doença grave.

Ela já tem a indenização, ou seja, que pode servir para um conforto pessoal, que pode servir da cura desta doença. O seguro de vida hoje é muito mais dinâmico, muito mais envolvente e, sem dúvida nenhuma, é o momento de a gente quebrar esse paradigma, que só em caso de morte, que já é uma validade.
 

Porque se você luta tanto para garantir o conforto daqueles tanto aqueles que você ama, que você tem ao seu entorno, na sua ausência, não é só porque você não está aqui, não vai querer que eles usufruam daquilo que você lutou tanto para oferecer.


SBTN: Dr. Alexandre você que é economista, queria que o senhor fizesse também uma avaliação desse crescimento. É um bom crescimento. A Superintendência ficou surpresa com esse crescimento? Era um crescimento já esperado?

AC: Olha, sem dúvida nenhuma, o crescimento nos alegra demais, não necessariamente para o resultado, para a indústria de seguros propriamente dito, seus agentes, seus atores? Mas, sim, pelo atendimento a sociedade.

A missão nossa à frente da Susep e fazer com que o seguro se aproxime cada vez mais a sociedade. Porque isso tem um efeito positivo para todos, para o Estado, para aqueles que atuam, mas especialmente para a sociedade.

Então, sim, em razão da pandemia, imaginávamos, e de fato esse crescimento haveria, ele está sendo condizente com a nossa expectativa.
 

Eu desejo que esse crescimento seja muito maior ainda e repito: não para o efeito comercial da questão, mas sim para o efeito que leva para a sociedade. Para o fim social, ao objetivo e o impacto social que isso tem.


Mas, se você imaginar 170 mil contra 700 mil estamos falando de algo perto de 20% por aí, né, um pouquinho a mais de 20%.

O meu grande desejo é que se nós tivéssemos minimamente feito uma inversão, indenizado quinhentas e tantas mil vidas, cento e tantas mil vidas, por razões mais distintas, não tivesse tido contato com seguro.

Então, crescemos, mas tenho certeza absoluta que podemos e devemos crescer muito mais ainda, objetivando ofertar segurança para a sociedade.

SBTN: Dr. Alexandre, não posso deixar de perguntar: seria ótimo se essas 500 mil fossem indenizadas, e não ao contrário. Mas, a gente sabe que a maioria dos brasileiros não tem acesso aos planos de saúde, devido à condição financeira. O que fazer nessa situação? Os planos podem oferecer uma situação melhor para que a população tenha acesso? O que fazer para inverter esse número?

AC: Essa eu entendo como meu grande desafio Flávia. E assumo como uma grande missão. Algo que de fato eu gostaria de realizar a frente da Susep produzir essa entrega.

Nós temos um instrumento do microsseguros, que já é um instituto legal, constituído que tem avançado.

Mas, poderia ser um dos instrumentos por ter um tíquete de menor valor, democratizar a via do instituto de microsseguros junto a sociedade e especialmente nas camadas de menor renda.

E estamos atuando neste sentido, junto aos agentes de seguro quanto também junto ao governo.

Levando ao governo este sentimento este entendimento de quanto a sociedade está garantida, por meio do instrumento de seguro, por meio da iniciativa privada, melhor é para conforto da sociedade, melhor é para o governo e, aliás, desonera mais ainda o governo.

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