Economia

Em busca do primeiro emprego, jovens investem em qualificação

De cada 100 brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, 23 estão sem trabalho

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Em tempos de crise econômica, conseguir um emprego com carteira assinada se torna ainda mais difícil. Mas, o desafio é ainda maior para quem não tem experiência e está em busca da primeira oportunidade de trabalho.

É o caso dos mais jovens, que formam o grupo com o maior índice de desemprego no país: hoje, são mais de 3,5 milhões de brasileiros desempregados com idades entre 18 e 24 anos. A estimativa é que de cada 100 jovens nessa faixa etária, 23 estejam sem trabalho; o dobro da taxa geral registrada no país.

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A falta de experiência profissional é o principal fator de resistência das empresas em contratar pessoas dessa idade, dando origem, assim, ao grande dilema dos jovens que tentam entrar no mercado de trabalho: como conseguir experiência sem a oportunidade de trabalho? A saída, para muitos, tem sido investir em qualificação.

Para os jovens de famílias mais pobres, porém, mudar esse ciclo é um obstáculo ainda maior, conforme explica o economista da Fundação Getúlio Vargas, Joelson Sampaio: "Para a gente conseguir ter um Brasil melhor, a gente precisa ter políticas públicas que acomodem essas demandas dos jovens de baixa renda, que hoje carecem não só de acesso à educação, ao mercado de trabalho, mas também que carecem de outras necessidades essenciais, econômicas e sociais, que vão afetar a trajetória deles no futuro".

Thalita Duarte é uma entre esses jovens que tentam reescrever essa história. Aos 23 anos, é bolsista em um curso técnico. "Vai abrir portas, vou adquirir conhecimento, vai me ajudar muito", diz a estudante.

Algumas instituições, como o Senac, oferecem bolsas para estudantes de baixa renda. Só no estado de São Paulo, são 150 mil vagas. "São cursos técnicos, cursos de qualificação profissional, cursos mais rápidos. É importante ele entrar no nosso site, dar uma olhada no curso que ele se interessa, porque tem diversas áreas", acrescenta o gerente de operações do Senac-SP, Murillo Michel.

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