Economia

Guerra Rússia x Ucrânia eleva preço de commodities em todo o mundo

Preço do trigo teve alta de 7,63%; petróleo tipo Brent chegou a custar quase US$ 110 por barril

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Guerra Rússia x Ucrânia eleva preço de commodities no mundo
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Quase uma semana depois do início da guerra entre Rússia e Ucrânia, os impactos econômicos do conflito já podem ser sentidos em todo o mundo. Os preços das commodities - os produtos mais básicos da economia como petróleo, milho, soja e minério de ferro, por exemplo, dispararam com a tensão crescente no Leste Europeu. 

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Commodities são produtos de origem primária, da agropecuária ou de extração mineral, produzidos em larga escala e destinados ao comércio externo. Seus preços são determinados pela oferta e procura internacional.

Nesta 4ª feira (2.mar), o preço do trigo teve alta de 7,63%. No dia anterior, na 3ª feira (1º), o produto chegou ao maior valor em 13 anos. O óleo de aquecimento e o níquel também tiveram alta significativa, de 6,90% e 5,84%, respectivamente. O preço do milho subiu 6,06%. 

O conflito geopolítico entre os dois países tem afetado a economia global pela incerteza que gera nos agentes econômicos. O petróleo tipo Brent, extraído no Mar do Norte, chegou a custar US$ 104,97 no início da semana. O último registro similar foi em 2014, com o mesmo barril custando US$ 105. Nesta 4ª, os preços chegaram a quase US$ 110 por barril. 

O gasoduto russo Nordstream 2, que passa pela Ucrânia, é outro dos fatores que interferem na escalada de tensão na europa. A emprensa responsável pelo planejamento, construção e operação do gasoduto está prestes a falir. A imprevisibilidade entre os países cria forte insegurança sob o funcionamento do mercado de gás natural, fonte de geração de eletricidade mais relevante da região. 

Além disso, a Rússia é uma grande atuante do mercado internacional e, mesmo que não figure tanto nos noticiários globais pela sua economia, um dos principais fornecedores para a Europa de gás e petróleo. Sabendo da necessidade da União Europeia diante de seu produto, o país, por diversas vezes, ameaçou interromper o fornecimento caso não tenha os seus interesses atendidos pelo Ocidente.

Por outro lado, alguns países podem acabar se beneficiando deste cenário. O Brasil, por exemplo, pode se tornar substituto para alguns bens agrícolas, principalmente soja e minerais, como ferro e aço, que são produzidos pela Russia e pela Ucrânia.

"Do ponto de vista da inflação, se a Rússia cortar o fornecimento das reservas de gás, os preços subiriam, entretanto os substitutos mais prováveis seriam o Irã e a Líbia. Com relação ao Irã, os debates relacionados ao armazenamento de urânio já não são estão sendo tema há algum tempo, com isso há boa chance de caírem as retaliações, retomando assim a relação comercial com eles. O mesmo pode ocorrer com a Líbia", explica Sean Butler, mestre em Economia pelo IBMEC/RJ. 

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