Escritor português António Lobo Antunes morre aos 83 anos
Autor assinou livros como "Memória de Elefante" (1979) e "Os Cus de Judas" (1979) e venceu o Prêmio Camões em 2007

Felipe Moraes
O escritor português António Lobo Antunes morreu nesta quinta-feira (5), aos 83 anos. O falecimento foi confirmado nas redes sociais pela editora dele, LeYa, que o descreveu como "nome maior da literatura portuguesa, autor de romances que ficarão para sempre na memória dos seus leitores e admiradores".
Com livros traduzidos em mais de 20 países, Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942, e estudou medicina. No início da década de 1970, foi enviado como médico para a guerra colonial em Angola, de onde retornou somente em 1973.
Ao voltar do conflito, especializou-se em psiquiatria e exerceu a profissão em um hospital da capital portuguesa por alguns anos antes de começar a se dedicar inteiramente à escrita. A experiência no front se fez presente em vários de seus trabalhos literários. Publicou as duas primeiras obras em 1979, "Memória de Elefante" e "Os Cus de Judas".
Somado ao terceiro, "Conhecimento do Inferno" (1980), esses títulos "transformaram-no imediatamente num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos no âmbito nacional e internacional", segundo a LeYa.
Ao longo da carreira, assinou diversos outros livros destacados, como "As Naus" (1988), "Manual dos Inquisidores" (1996) e "Sôbolos Rios que Vão" (2010). A última publicação foi "As Outras Crônicas" (2024).
Entre as diversas láureas recebidas, venceu Prêmio Jerusalém (2005), Prêmio Juan Rulfo (2008) e Prêmio Camões (2007), uma das mais importantes distinções dadas a escritores de língua portuguesa.
No Brasil, obras de Lobo Antunes foram publicadas pelos selos Alfaguara e Objetiva, da editora Companhia das Letras.








