Em momento histórico, Congresso promulga reforma tributária
Ato contou com a presença de Lula e de autoridades. Detalhes da regulação ainda serão decicidos no ano que vem
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Lis Cappi
20/12/2023, 18:48 • Atualizado em 20/12/2023, 19:51
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Em dia histórico, o Congresso confirmou a reforma tributária. O ato de promulgação ocorreu nesta quarta-feira (20.dez), em uma cerimônia que contou com a participação do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A medida oficializa a mudança no sistema tributário do país.
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A promulgação representa o fim de uma discussão que está no Congresso há quase 40 anos. O texto aprovado pelos parlamentares foi costurado pelo governo Lula e vai alterar as regras da Constituição. O principal objetivo é simplificar os tributos no país - que passarão de cinco para três. As mudanças serão graduais, em uma transição que vai durar sete anos, com término em 2032. A regulação da proposta também será definida no ano que vem.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com participação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, também compareceu ao evento. O ato foi reiterado pelos representantes como um momento de destaque na história do Brasil.
O que muda em impostos
Os atuais cinco impostos brasileiros passarão a ser três. Na prática, ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins se tornam: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS).
A gestão deles funcionará no modelo de IVA (Impostos sobre Valor Agregado), com duas divisões de gestão: uma entre União, outra para estados e municípios. As adequações virão em uma transição prevista em sete anos - começando em 2026 e sendo concluída em 2032.
- Imposto CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) - terá gestão federal; unifica IPI,PIS e Cofins;
- Imposto IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) - gestão dividida entre estados e municípios; unifica ICMS e ISS.
Mudanças em valores
A PEC promulgada não estabeleceu quais serão as alíquotas de cada um dos impostos. As regras serão definidas por lei complementar, elaborada a partir de cálculos da Fazenda. A expectativa é que essa etapa avance ao longo de 2024.
Imposto do pecado
A PEC ainda define o chamado "Imposto Seletivo", também chamado de "imposto do pecado", que estabelece uma carga tributária maior para produtos que são considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Cashback
O projeto vai implementar uma compensação financeira na modalidade de "cashback", que deve ser direcionado para famílias de baixa renda. Na prática, vai permitir benefício de tributação em determinadas compras, como a de gás em botijão.
Em momento histórico, Congresso promulga reforma tributáriaAto contou com a presença de Lula e de autoridades. Detalhes da regulação ainda serão decicidos no ano que vem
Congresso2023-12-20T18:48:21.161ZEm dia histórico, o Congresso confirmou a reforma tributária. O ato de promulgação ocorreu nesta quarta-feira (20.dez), em uma cerimônia que contou com a participação do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A medida oficializa a mudança no sistema tributário do país. A promulgação representa o fim de uma discussão que está no Congresso há quase 40 anos. O texto aprovado pelos parlamentares foi costurado pelo governo Lula e vai alterar as regras da Constituição. O principal objetivo é simplificar os tributos no país - que passarão de cinco para três. As mudanças serão graduais, em uma transição que vai durar sete anos, com término em 2032. A regulação da proposta também será definida no ano que vem. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com participação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, também compareceu ao evento. O ato foi reiterado pelos representantes como um momento de destaque na história do Brasil. O que muda em impostos Os atuais cinco impostos brasileiros passarão a ser três. Na prática, ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins se tornam: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). A gestão deles funcionará no modelo de IVA (Impostos sobre Valor Agregado), com duas divisões de gestão: uma entre União, outra para estados e municípios. As adequações virão em uma transição prevista em sete anos - começando em 2026 e sendo concluída em 2032. - Imposto CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) - terá gestão federal; unifica IPI,PIS e Cofins; - Imposto IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) - gestão dividida entre estados e municípios; unifica ICMS e ISS. Mudanças em valores A PEC promulgada não estabeleceu quais serão as alíquotas de cada um dos impostos. As regras serão definidas por lei complementar, elaborada a partir de cálculos da Fazenda. A expectativa é que essa etapa avance ao longo de 2024. Imposto do pecado A PEC ainda define o chamado "Imposto Seletivo", também chamado de "imposto do pecado", que estabelece uma carga tributária maior para produtos que são considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. Cashback O projeto vai implementar uma compensação financeira na modalidade de "cashback", que deve ser direcionado para famílias de baixa renda. Na prática, vai permitir benefício de tributação em determinadas compras, como a de gás em botijão. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/congresso/em-momento-historico-congresso-promulga-reforma-tributaria
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