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CPMI do 8/1 tenta votar últimas convocações nesta 5ª feira

Terceiro golpista condenado por bomba no aeroporto de Brasília, na véspera do Natal, também deve ser ouvido

CPMI do 8/1 tenta votar últimas convocações nesta 5ª feira
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A CPMI do 8 de Janeiro tenta nesta 5ª feira (28.set) votar os últimos requerimentos e ouve o depoimento de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado a 9 anos de prisão pela bomba colocada no aeroporto de Brasília, no dia 24 de dezembro.

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Sem um acordo entre os parlamentares da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -- que formam maioria -- e os membros da oposição bolsonarista, sobre quais serão os pedidos finais a serem votados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do 8/1, o presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA), não descarta uma mudança de rumo em cima da hora.

A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), e os membros da base governista querem votar as convocações dos ex-comandantes das Forças Armadas, em especial o almirante Almir Garnier dos Santos (Marinha), e as transferências dos dados de inteligência financeira do Coaf do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

O ex-mininistro general Braga Neto também tem convocação aprovada e deve ser ouvido na próxima semana pela CPMI.

A tese defendida pela base governista é de que seis incidentes anteriores ao 8/1 foram parte de um plano único e são conexos:

  • 30.out.22 - As ações da PRF de blitze em ônibus no segundo turno das eleições;
  • 30.out.22 - Os bloqueios de rodovias em todo país, depois da derrota nas urnas para Lula;
  • 01.nov22 - Formação e manutenção dos acampamentos na frente dos quartéis do Exército;
  • 08.dez.22 - A tentativa de invasão ao hotel em que Lula estava hospedado em Brasília, no dia da diplomação presidencial;
  • 12.dez.22 - A tentativa de invasão à sede da PF e atos de vandalismo e depredação, em Brasília, após prisão do índio Tsererê Xavante;
  • 24.dez.22 - A tentativa de atentado a bomba em um caminhão-tanque, nos arredores do aeroporto de Brasília;
  • 08.jan.23 - As invasões e depredações do 8 de Janeiro, no Planalto, Congresso e STF.

O foco nos militares ganhou força após a divulgação de conteúdo do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordem do Planalto no governo Bolsonaro. Garnier teria sido citado para a Polícia Federal como o único que teria apoiado consulta do ex-presidente sobre uma intervenção militar. Bolsonaro nega.

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Arthur Maia, presidente, e Eliziane Gama, relatora, conversam na CPMI | Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da CPMI tenta um acordo entre a base de governo e os bolsonaristas. Segundo ele, é preciso consenso e respeito ao espaço das minorias na comissão, em referência a necessidade de aprovação também dos pedidos da oposição.

Oposição

A base bolsonarista não abre mão de convocar o ex-comandante da Força Nacional de Segurança Sandro Augusto Queiroz, que trabalhava no dia 8 de janeiro. Nesta 4ª feira (27.set), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) protocolou pedido para entrega de relatório de inteligência da coorporação com alertas sobre riscos de atos violentos. 

Nos últimos dois dias foram protocolados também pedidos do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e dos deputados Delegado Ramagem (PL-RJ) e Filipe Barros (PL-PR) para convocação do perito judicial Eduardo de Oliveira, do Núcleo de Inteligência montado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito encerra os trabalhos em 17 de outubro.

Leia também:

+ Depois de Heleno, CPMI foca em ex-comandantes das Forças Armadas

+ Na reta final, CPMI do 8/1 usa delação de Cid e mira em Bolsonaro

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