Daniel Silveira, o ex-PM que acumulou 60 sanções disciplinares
Deputado federal foi preso por ataques a ministros do Supremo

SBT News
O deputado federal foi preso em ação da Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, decisão que foi referendada pelo plenário da Suprema Corte por 11 votos a 0. A Procuradoria-Geral da República ofereceu denúncia contra o parlamentar em que o acusa de "incitar o emprego de violência e grave ameaça para tentar impedir o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário, por duas vezes, e incitar a animosidade entre as Forças Armadas e o STF, ao menos uma vez".
De acordo com a ficha disciplinar de Silveira obtida pelo SBT News, o comportamento de Silveira foi mau avaliado pelo comando da PM do Rio de Janeiro "em virtude de numerosas transgressões disciplinares cometidas ao longo dos anos de 2013 e 2017, por atrasos e faltas aos serviços, perfazendo um total de 60 (sessenta) sanções disciplinares", informou o documento.
Em seu histórico funcional na corporação constam 26 dias de prisão, 54 dias de detenção, 14 repreensões e duas advertências, "ficando cristalina sua inadequação ao serviço policial militar, mesmo tendo recebido inúmeras oportunidades, confirmando ineficiência do caráter educativo".
Em 2018, o então soldado Lucio, como era conhecido na corporação, respondeu a processo administrativo por ter gravado vídeos em que aparece fardado dentro de uma viatura em dia de folga proferindo ataques a líderes religiosos e à imprensa, "utilizando palavras de calão, comportamento este incondizente com a condição de policial militar que o mesmo deixa explícita nas imagens", segundo informou o relatório. Ele acabou absolvido pelo comandante-geral que afirmou não ter encontrado indícios de crime.
Anos antes, quando trabalhava como cobrador de ônibus em Petrópolis, Silveira respondeu processo por apresentar atestado médico falso e acusação de venda ilegal de anabolizantes no município fluminense. Os processos foram suficientes para ele ser reprovado no concurso para entrar para a PM no quesito "exame social". Ele recorreu à Justiça e obteve aval para entrar para a corporação.
Ainda como candidato a deputado federal, ele ganhou notoriedade ao aparecer ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) quebrando uma placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. A atitude foi comemorada por Flavio Bolsonaro que, na ocasião, afirmou que era uma forma de restaurar a ordem.
No Câmara, das 15 ausências desde 2019, Silveira deixou de justificar seis.

Ficha de Daniel Silveira na PMERJ | Reprodução
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