Jornalismo

Financiadores de bloqueios em rodovias federais após eleições são alvo da PF

Agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão para aprofundar investigações

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Camila Stucaluc
Os bloqueios de rodovias federais tiveram início no dia 30 de outubro | Divulgação

Os bloqueios de rodovias federais tiveram início no dia 30 de outubro | Divulgação

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A Polícia Federal cumpre, nesta 4ª feira (6.set), 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Pontes e Lacerda (MT) e Campo Grande (MS). A ação tem como objetivo aprofundar as investigações referente a financiadores de movimentos que bloquearam as rodovias federais após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

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"No contexto da prática de atos antidemocráticos ocorridos após as eleições, houve o bloqueio da Rodovia BR-174 por manifestantes que, segundo as apurações, teriam agredido e ameaçado motoristas que tentavam furar os pontos de bloqueio, além da reiterada desobediência a policiais que buscavam liberar o trânsito", explicou a PF.

Todos os materiais apreendidos na operação de hoje serão submetidos à análise para, posteriormente, apontar elementos de responsabilização. Se identificados, os líderes, financiadores e demais participantes dos bloqueios poderão responder por crimes como associação criminosa e abolição violenta do estado democrático. 

Entenda o caso

Os bloqueios de rodovias federais tiveram início no dia 30 de outubro, logo após o segundo turno do pleito que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os atos, que questionavam o resultado das eleições, foram realizados por apoiadores de Bolsonaro em todo o país, resultando em mais de 1,1 mil interdições das autoridades.

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Para a identificação dos envolvidos, foram reunidos relatórios de inteligência, informações policiais, registros fotográficos e pesquisas de vínculos dos alvos. Os documentos, aos quais o SBT News teve acesso, mostraram que, entre os fichados, estão políticos, policiais e ex-policiais, servidores públicos, membros de sindicatos, fazendeiros e empresários do agronegócio e donos de estandes de tiro.

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