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Vistoria há 7 meses apontou falhas em prédio que caiu na ZL

Engenheiro identificou rachaduras, problemas estruturais e risco de colapso antes do desabamento na Penha

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André Barbeiro , Marcos Rosendo
Desabamento de prédio deixa dois mortos na Penha, em São Paulo | SBT

Desabamento de prédio deixa dois mortos na Penha, em São Paulo | SBT

Uma vistoria realizada em fevereiro de 2026 apontou problemas estruturais e risco de colapso no prédio que desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, em 12 de setembro. As informações constam no depoimento do engenheiro civil Fábio José de Oliveira à Controladoria-Geral do Município.

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Segundo o engenheiro, ele foi procurado pela construtora New Home para vistoriar o imóvel e elaborar um orçamento das obras necessárias para adequá-lo à legislação. Durante a inspeção, Oliveira identificou cerca de 50 unidades habitacionais no local, enquanto o alvará previa aproximadamente 39. Também verificou reforços estruturais e escadas que não atendiam às normas do Corpo de Bombeiros.

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Oliveira relatou que a construção “puxava uma das casas e empurrava outra”. Na residência que seria atingida pelo desabamento, já havia rachaduras nos muros e na sarjeta, com impacto também na calçada. Diante do risco, o engenheiro afirmou ter recomendado a retirada da família que ocupava o imóvel vizinho.

A vistoria também apontou a ausência de previsão para projeto de caixa d’água e de reservatório de combate a incêndio. Segundo o depoimento, seria necessária uma análise do solo e o escoramento do imóvel para definir as técnicas de reestruturação.

Obra poderia custar até R$ 5 milhões

O engenheiro entregou à New Home, no início de março, uma proposta de R$ 1.557.360. Segundo ele, dependendo da análise do solo e das condições encontradas, o custo poderia chegar a R$ 5 milhões para deixar a edificação em condições de obter o habite-se.

A construtora informou que teria cerca de R$ 670 mil para investir na obra. Oliveira afirmou que o valor era inviável diante dos problemas estruturais identificados. Após a apresentação do orçamento, a negociação não avançou e a empresa não voltou a procurá-lo.

O engenheiro entregou à comissão da Controladoria fotos, vídeos, áudio e a proposta comercial relacionados à vistoria e às conversas sobre os problemas estruturais e o risco de colapso.

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