Vídeo: Câmera corporal mostra momento em que estudante de medicina é morto por policial
Marco Acosta foi baleado na zona sul de SP em novembro; Justiça deve decidir sobre pedido de prisão preventiva de policial
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SBT News
Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina morto pela Polícia Militar | Reprodução
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O estudante de medicina foi morto em 20 de novembro dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital, após tentar fugir de dois policiais. A perseguição começou depois que ele deu um tapa na viatura ocupada pelo policial Guilherme Augusto Macedo, autor do disparo à queima-roupa.
Nesta semana, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do policial, sem prazo determinado. O Ministério Público concordou com o pedido, mas a decisão ainda não foi tomada pela Justiça. Guilherme já foi indiciado por homicídio doloso no inquérito policial militar (IPM) e segue afastado de suas funções, assim como o policial que o acompanhava na ação.
Já dentro do hotel, Guilherme aparece dizendo repetidamente: “Você vai tomar, você vai tomar.” O vídeo mostra o estudante encostado no portão trancado do estabelecimento, resistindo à abordagem do outro policial, quando foi atingido pelo disparo.
Mesmo baleado, caído no chão e sem reagir, o policial continuou a ameaçá-lo: “Se você se mexer, vai tomar mais um.” Em seguida, Marco apenas disse: “Tira a mão de mim.” Ainda no local, o PM questionou o motivo de o estudante ter dado um tapa na viatura.
Quem era o estudante
Nascido em São Paulo, Marco Aurélio Cardenas Acosta é filho de um casal de médicos peruanos naturalizados brasileiros, Silvia Mônica e Júlio Cesar Acosta, que chegaram no Brasil há 27 anos.
Marco estudava na faculdade particular Anhembi Morumbi e disputava campeonatos de futebol pela instituição. A atlética da instituição, em uma nota de pesar, disse que Marco deixa memórias de carinho, sendo um "companheiro de jornada" e amigo de todos.
As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas. Gabriele Mantey Caetano, testemunha do caso, declarou ao DHPP que Marco Aurélio devia cerca R$ 20 mil a ela. Segundo a mulher, na noite do ocorrido, os dois se encontraram em um hotel para discutir a dívida, o que resultou em uma briga.
Gabriele afirmou que Marco Aurélio a agrediu durante a discussão, o que levou o recepcionista a acionar a Polícia Militar. Após fugir do quarto, ela viu Marco Aurélio cercado por policiais e ouviu o disparo que o atingiu. Em seguida, o acompanhou ao hospital, onde ele foi atendido, mas veio a falecer posteriormente.
Vídeo: Câmera corporal mostra momento em que estudante de medicina é morto por policialMarco Acosta foi baleado na zona sul de SP em novembro; Justiça deve decidir sobre pedido de prisão preventiva de policialBrasil2025-01-11T19:48:40.125Z , foi registrada por câmeras corporais usadas por policiais envolvidos. Os vídeos foram anexados ao processo na última sexta-feira (10). O estudante de medicina foi morto em 20 de novembro dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital, após tentar fugir de dois policiais. A perseguição começou depois que ele deu um tapa na viatura ocupada pelo policial Guilherme Augusto Macedo, autor do disparo à queima-roupa. Nesta semana, a . O Ministério Público concordou com o pedido, mas a decisão ainda não foi tomada pela Justiça. Guilherme já foi indiciado por homicídio doloso no inquérito policial militar (IPM) e segue afastado de suas funções, assim como o policial que o acompanhava na ação. Já dentro do hotel, Guilherme aparece dizendo repetidamente: “Você vai tomar, você vai tomar.” O vídeo mostra o estudante encostado no portão trancado do estabelecimento, resistindo à abordagem do outro policial, quando foi atingido pelo disparo. Mesmo baleado, caído no chão e sem reagir, o policial continuou a ameaçá-lo: “Se você se mexer, vai tomar mais um.” Em seguida, Marco apenas disse: “Tira a mão de mim.” Ainda no local, o PM questionou o motivo de o estudante ter dado um tapa na viatura.
Quem era o estudante
Nascido em São Paulo, Marco Aurélio Cardenas Acosta é filho de um casal de médicos peruanos naturalizados brasileiros, Silvia Mônica e Júlio Cesar Acosta, que chegaram no Brasil há 27 anos. Marco estudava na faculdade particular Anhembi Morumbi e disputava campeonatos de futebol pela instituição. A atlética da instituição, em uma nota de pesar, disse que Marco deixa memórias de carinho, sendo um "companheiro de jornada" e amigo de todos. As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas. Gabriele Mantey Caetano, testemunha do caso, declarou ao DHPP que Marco Aurélio devia cerca R$ 20 mil a ela. Segundo a mulher, na noite do ocorrido, os dois se encontraram em um hotel para discutir a dívida, o que resultou em uma briga. Gabriele afirmou que Marco Aurélio a agrediu durante a discussão, o que levou o recepcionista a acionar a Polícia Militar. Após fugir do quarto, ela viu Marco Aurélio cercado por policiais e ouviu o disparo que o atingiu. Em seguida, o acompanhou ao hospital, onde ele foi atendido, mas veio a falecer posteriormente. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/video-camera-corporal-mostra-momento-em-que-estudante-de-medicina-e-morto-por-policial