Brasil

USP desenvolve teste rápido para detectar metanol em bebidas adulteradas

Exame pode identificar substância tóxica em até uma hora e ajudar no diagnóstico precoce de intoxicações

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Um novo teste rápido poderá identificar se o consumidor ingeriu bebida alcoólica adulterada com metanol. O exame será realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, e por outras instituições de pesquisa no estado.

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O equipamento usado nos exames é o cromatógrafo, que analisa amostras de sangue ou urina. O aparelho diferencia o etanol — o álcool comum — do metanol, substância altamente tóxica para o organismo.

Além da USP de Ribeirão Preto, universidades em Campinas e Botucatu também receberão amostras. Os laudos devem ficar prontos em até uma hora, o que é essencial diante do aumento de casos de intoxicação no país.

Segundo o professor de química da USP, Bruno Spinosa de Martins, quanto mais rápida a coleta, mais preciso é o resultado. O diagnóstico precoce pode salvar vidas.

O metanol é incolor e tem cheiro semelhante ao de bebidas comuns. Os sintomas de intoxicação, muitas vezes, são confundidos com os de uma ressaca. A demora na busca por atendimento aumenta os riscos de sequelas graves ou morte.

Nos últimos meses, operações contra bebidas falsificadas se intensificaram. Em Jaboticabal (SP), policiais e agentes da Vigilância Sanitária apreenderam 1.350 garrafas de uísque e destilados sem procedência, além de solvente com metanol. O comerciante responsável foi preso em flagrante e pode responder por risco à saúde pública.

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