Um mês após acidente em Ubatuba, Mireylle Fries, mãe que ajudou a salvar sua família, segue internada
Polícia de SP concluiu relatório final do caso ao ouvir relato de Bruno Almeida, marido de Mireylle; documento foi enviado à PF, que segue com as investigações
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Bruna Macedo
19/02/2025, 10:44 • Atualizado em 19/02/2025, 10:44
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Mireylle Fries, o marido e os dois filhos | Reprodução/Redes sociais
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O documento, no entanto, não aponta causa da queda, e foi enviado à PF, que seguirá com as investigações.
O registro contém o relato de Bruno Almeida, marido de Mireylle, que ficou cerca de 13 dias internado. A mulher ainda não tem previsão de alta. Os filhos do casal tiveram apenas ferimentos leves, segundo o depoimento do empresário.
''Toda a minha família estava sentada atrás, afastada do piloto. Então, o que eu vi, foi visão de passageiro'', disse Bruno aos investigadores.
Segundo o registro, o qual o SBT teve acesso, segundos antes do acidente, o empresário chegou a comentar com a esposa que tinha achado a pista do aeroporto curta demais para o pouso. Em depoimentos aos investigadores, Bruno relatou: '' Assim que ele (avião) tocou, ele (piloto) já imediatamente acionou os freios, acionou o reverso da turbina, e foi tentando parar o avião. Aí, eu tô distraído, conversando com a minha mulher e com as crianças, e de repente ele (piloto) dá motor no avião. E aí, eu falei: nossa! ele vai arremeter o avião, né? Porque a pista é curta, e não vai dar tempo de parar. Aí eu já fiquei de orelha em pé, né? E eu olhei, eu vi a pista acabando, eu falei, nossa! a pista tá acabando!''
Bruno ainda disse que após notar ''pista curta'', seu cérebro não registrou mais nada: ''Bloqueou. eu não lembro de mais nada. A minha primeira lembrança depois é no hospital, já acamado''.
O piloto Paulo Seghetto, morto no acidente, trabalhava havia cerca de 10 anos para o Grupo Fries, comandado por Mireylle. Ele tinha 28 anos de profissão.
Já fora do hospital, Bruno também falou sobre o estado de saúde dos filhos após o trauma: ''Graças a Deus não tiveram (crianças) nem uma fratura, só pequenos arranhões''.
Sobre Mireylle, Bruno contou que ainda não há previsão de alta médica para ela: '' teve perfuração no intestino, teve um desvio nos rins, e uma fratura na coluna também. Não tem previsão de alta, tem alguma estimativa''.
Segundo testemunhas, Mireylle Fries teve papel decisivo no salvamento dos filhos e marido: Teria sido ela a conseguir tirar primeiro uma criança, depois a outra e, por fim, ainda quis tirar o marido da aeronave em chamas.
O acidente aéreo em Ubatuba aconteceu no dia 9 de janeiro. A aeronave ultrapassou a pista do aeroporto do litoral de SP ao tentar pousar, após a decolagem no Aeroporto Municipal de Mineiros, em Goiás, onde a família mora.
Um mês após acidente em Ubatuba, Mireylle Fries, mãe que ajudou a salvar sua família, segue internadaPolícia de SP concluiu relatório final do caso ao ouvir relato de Bruno Almeida, marido de Mireylle; documento foi enviado à PF, que segue com as investigaçõesBrasil2025-02-19T10:44:29.436ZA Polícia Civil encerrou a investigação sobre o , no litoral de SP, em janeiro deste ano, e acabou na morte do piloto, Paulo Seghetto. O documento, no entanto, não aponta causa da queda, e foi enviado à PF, que seguirá com as investigações. O registro contém o relato de Bruno Almeida, marido de Mireylle, que ficou cerca de 13 dias internado. A mulher ainda não tem previsão de alta. Os filhos do casal tiveram apenas ferimentos leves, segundo o depoimento do empresário. ''Toda a minha família estava sentada atrás, afastada do piloto. Então, o que eu vi, foi visão de passageiro'', disse Bruno aos investigadores. Segundo o registro, o qual o SBT teve acesso, segundos antes do acidente, o empresário chegou a comentar com a esposa que tinha achado a pista do aeroporto curta demais para o pouso. Em depoimentos aos investigadores, Bruno relatou: '' Assim que ele (avião) tocou, ele (piloto) já imediatamente acionou os freios, acionou o reverso da turbina, e foi tentando parar o avião. Aí, eu tô distraído, conversando com a minha mulher e com as crianças, e de repente ele (piloto) dá motor no avião. E aí, eu falei: nossa! ele vai arremeter o avião, né? Porque a pista é curta, e não vai dar tempo de parar. Aí eu já fiquei de orelha em pé, né? E eu olhei, eu vi a pista acabando, eu falei, nossa! a pista tá acabando!'' Bruno ainda disse que após notar ''pista curta'', seu cérebro não registrou mais nada: ''Bloqueou. eu não lembro de mais nada. A minha primeira lembrança depois é no hospital, já acamado''. O piloto Paulo Seghetto, morto no acidente, trabalhava havia cerca de 10 anos para o Grupo Fries, comandado por Mireylle. Ele tinha 28 anos de profissão. Já fora do hospital, Bruno também falou sobre o estado de saúde dos filhos após o trauma: ''Graças a Deus não tiveram (crianças) nem uma fratura, só pequenos arranhões''. Sobre Mireylle, Bruno contou que ainda não há previsão de alta médica para ela: '' teve perfuração no intestino, teve um desvio nos rins, e uma fratura na coluna também. Não tem previsão de alta, tem alguma estimativa''. Segundo testemunhas, Mireylle Fries teve papel decisivo no salvamento dos filhos e marido: Teria sido ela a conseguir tirar primeiro uma criança, depois a outra e, por fim, ainda quis tirar o marido da aeronave em chamas. O acidente aéreo em Ubatuba aconteceu no dia 9 de janeiro. A aeronave ultrapassou a pista do aeroporto do litoral de SP ao tentar pousar, após a decolagem no Aeroporto Municipal de Mineiros, em Goiás, onde a família mora.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/um-mes-apos-acidente-em-ubatuba-mireylle-fries-mae-que-ajudou-a-salvar-sua-familia-segue-internada