Turista agredido em Porto de Galinhas passa por cirurgia para corrigir fratura no rosto
Johnny Andrade Barbosa e o marido, Cleiton Zanatta, foram agredidos por mais de 10 trabalhadores de barracas após reclamarem de cobrança indevida


Giovanna Colossi
Johnny Andrade Barbosa, um dos homens agredidos por comerciantes em uma praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, precisou passar por cirurgia para reparar uma das quatro fraturas que teve no rosto. A agressão foi registrada no fim do ano passado após uma discussão entre a vítima e trabalhadores de barracas envolvendo o aluguel de cadeiras de praia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Johnny explicou porque a cirurgia reparadora só foi feita no sábado (10), semanas após o episódio de agressão. Segundo o personal trainer, o impacto do soco causou um desvio nasal e bloqueou a passagem de ar. Contudo, ele não sentia dor porque a agressão também rompeu o nervo trigêmeo, responsável pela sensibilidade de metade do rosto.
Diante do diagnóstico, Johnny Andrade passou por uma cirurgia bucomaxilofacial de emergência em Mato Grosso, onde mora com o marido Cleiton Zanatta, que também foi vítima de agressões. Ele precisou refraturar os ossos para colocá-los no lugar e recuperar a função respiratória e deve recuperar a sensibilidade em até nove meses.
Na segunda-feira (12), o personal retornou ao médico para tirar o tampão. Ele publicou um vídeo no Instagram em que afirma estar sentindo bastante dificuldade para respirar, mas agradeceu o apoio que tem recebido das pessoas, especialmente do marido. "É horrível ficar sem respirar, mas, ainda assim, agradeço muito a Deus por tudo isso e ao meu melhor enfermeiro", disse Johnny.
Relembre
As agressões sofridas pelos dois foram registradas por testemunhas e repercutiram no país. Nas imagens, Johnny e Cleiton aparecem acoados por mais de dez trabalhadores de barracas da praia de Porto de Galinhas, um dos cartões-postais de Pernambuco.
De acordo com eles, a confusão começou após um desacordo comercial: um valor teria sido combinado inicialmente, mas, depois, quase o dobro foi cobrado. Os turistas só não foram linchados, porque receberam ajuda de salva-vidas que estavam no local.
O caso foi registrado em 27 de dezembro, mês de alta temporada e expôs os abusos sofridos por banhistas em diversas localidades do país durante o mês de férias. As redes sociais foram inundadas por denúncias similares após a repercussão do episódio e levou o governo de Pernambuco a instaurar uma investigação.
Pelo menos 14 pessoas envolvidas no caso foram indiciadas pelo crime de lesão corporal. Já o dono da barraca envolvida teve as atividades do quiosque suspensa pela Prefeitura de Ipojuca.









