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TST julga nesta terça-feira (30) conflito por reajuste salarial dos Correios

Tribunal tenta mediar o impasse em meio à greve e ao anúncio de um plano de reestruturação que prevê cortes e fechamento de agências

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Naiara Ribeiro
30/12/2025, 13:37 • Atualizado em 30/12/2025, 13:37
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Correios | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Correios | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza nesta terça-feira (30) uma sessão para julgar o dissídio coletivo (um conflito sobre reajuste salarial) entre os Correios e seus funcionários. O julgamento ocorre em meio à greve dos trabalhadores da estatal, que começou em 16 de dezembro.

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A decisão judicial deve acontecer após o anúncio, feito nesta segunda (29) pelo presidente dos Correios, Emmanoel Rondono, de um plano de reestruturação da empresa. A proposta prevê um programa de demissão voluntária que pode atingir 15 mil funcionários, além da venda de imóveis e do fechamento de cerca de mil agências.

Antes do julgamento, o TST promoveu audiências de conciliação na sexta (26) e na segunda (29), tentando um acordo para evitar a decisão judicial. No entanto, as entidades que representam os trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas.

Durante a greve que está em andamento, uma liminar mantém a obrigatoriedade de que pelo menos 80% dos trabalhadores em cada unidade permaneçam em atividade. A decisão também garante a circulação de pessoas, cargas e correspondências. O descumprimento da medida pode resultar em multa diária de R$ 100 mil por sindicato.

Os Correios divulgaram nota sobre o funcionamento no ultimo dia 26 de dezembro

"Correios seguem operando, atendendo clientes, empresas e a população.

Sabemos da importância da previsibilidade para nossos clientes e queremos compartilhar, com clareza, como estamos atuando neste momento.

Para assegurar a continuidade dos serviços essenciais em todo o país, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo dos Correios em atividade em todas as unidades.

Assim, os Correios seguem operando, atendendo clientes, empresas e a população.

O julgamento do dissídio coletivo está agendado para 30 de dezembro de 2025, estabelecendo um horizonte próximo para a definição institucional do tema.

Até lá, a empresa atua com foco na estabilidade da operação, na redução de impactos e na preservação da confiança construída com seus clientes, mantendo comunicação clara e transparente sobre qualquer atualização relevante".

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