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True Crime revisita crime que abalou o Ministério Público

Marrey conta os bastidores da apuração que desvendou o assassinato da advogada Patrícia Aggio Longo, em 1998

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula

O True Crime desta semana vai revelar os bastidores de um dos crimes mais chocantes e complexos da história do judiciário paulista: o assassinato da advogada Patrícia Aggio Longo, em 1998 – mulher do promotor Igor Ferreira da Silva. O convidado é o ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Guimarães Marrey, homem que chefiou o Ministério Público à época e foi o responsável por investigar e acusar o próprio colega de instituição.

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Em um depoimento franco, Marrey relembra o impacto de um caso sem precedentes, em que a instituição precisou "cortar na própria carne" para levar a julgamento o promotor Igor.

O ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Guimarães Marrey, é o convidado do True Crime | SBT News
O ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Guimarães Marrey, é o convidado do True Crime | SBT News

O crime que chocou o país

Na madrugada de 4 de junho de 1998, em Atibaia, no interior paulista, Patrícia Longo, grávida de oito meses, foi executada com dois tiros na cabeça em uma estrada de terra. A versão inicial do promotor, era de que o casal havia sido vítima de um assalto violento.

No entanto, a farsa do roubo caiu por terra diante de perícias e da fragilidade da versão contada por Igor. Pela primeira vez na história do País, um membro do Ministério Público se tornava o principal suspeito de um homicídio brutal.

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No programa, Marrey revive momentos marcantes da investigação, desde o choque inicial no velório da vítima – onde o bebê foi sepultado junto à mãe – até as reviravoltas que marcaram o processo judicial, como a tentativa de suborno de testemunhas e a polêmica em torno do teste de DNA do bebê.

Fuga e liberdade

Condenado em 2001 a 16 anos e 4 meses de reclusão, Igor Ferreira da Silva desafiou as autoridades e fugiu logo após a sentença. Foram oito anos vivendo na clandestinidade, figurando na lista dos criminosos mais procurados do País, até ser capturado exausto pela polícia em 2009.

Atualmente, com a pena totalmente cumprida, o ex-promotor é um homem livre, mas que ainda mantém o discurso de inocência.

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