Tecnologia que detecta celular em prisões é usada em buscas por desaparecidos em Juiz de Fora
Secretaria Nacional de Políticas Penais, Senappen, passou a integrar a força-tarefa mobilizada para apoiar buscas


Basília Rodrigues
A força-tarefa mobilizada em Juiz de Fora (MG) para localizar pessoas desaparecidas após as fortes chuvas passou a contar, nesta quarta-feira (25), com apoio de policiais penais e uma tecnologia usada para detectar celulares dentro dos presídios.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais, que é vinculada ao Ministério da Justiça, enviou agentes federais que atuam na Diretoria de Inteligência Penal para o local. O Equipamento Tático de Revista Eletrônica é uma tecnologia de origem israelense.
“Estamos somando esforços às demais equipes de resgate para contribuir com as buscas e ampliar as chances de localizar vítimas”, afirma o secretário de Políticas Penais substituto, Glautter Morais.
“Nesta ação emergencial, a tecnologia está sendo empregada com a expectativa de que a detecção de sinais de celulares possa auxiliar na localização de possíveis sobreviventes nas proximidades”, afirma o governo.
O equipamento tem capacidade de identificar celulares ligados em um raio aproximado de 50 a 100 metros, dependendo da tecnologia do aparelho e das condições do terreno. Quando o sinal de telefone é identificado, a área passa a ser considerada prioritária para atuação das equipes de busca e resgate.
Se o telefone estiver ligado, é possível detectar sinais mesmo sob escombros. A partir daí, um acessório complementar permite a localização com maior precisão do ponto identificado, o que auxilia na delimitação das áreas de escavação.
Juiz de Fora enfrenta o mês de fevereiro mais chuvoso da história do município. Ao menos 48 mortes foram confirmadas, mais de 21 pessoas desaparecidas, e mais de mil ocorrências registradas.








