Sob protestos, governo Tarcísio avança com 2º leilão de escolas públicas em SP
Polícia usa bombas de gás para expulsar manifestantes contra "privatização do ensino público" em frente a Bolsa de Valores, onde ocorreu o leilão
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SBT News
Governo Tarcísio faz 2º leilão para construção de escolas sob protesto em SP - Reprodução
Nesta segunda-feira (4), no centro da capital paulista, o Consórcio SP + Escolas venceu o segundo leilão de privatização de 16 escolas públicas em São Paulo. O projeto, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, prevê um investimento de R$ 3,25 bilhões para que as empresas Agrimat Engenharia e Empreendimentos construam e mantenham as unidades.
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Segundo o estado, a concessão à iniciativa privada possibilitará a criação de 476 novas salas de aula e de 17.680 vagas no ensino estadual. As primeiras unidades devem ser entregues em 2026, e o pagamento ao consórcio só começará após a conclusão das obras. O governo vai desembolsar um valor mensal de R$ 11,5 milhões para o consórcio.
O contrato tem duração de 25 anos e, segundo o governo estadual, não interfere nas atividades pedagógicas, que permanecem sob a responsabilidade da Secretaria da Educação.
O Consórcio SP + Escolas venceu o leilão com uma proposta de R$ 11.546.994,12, abaixo do teto de R$ 14,9 milhões estipulado pelo governo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), e os secretários Rafael Benini (Parcerias em Investimentos) e Renato Feder (Educação) participaram do leilão.
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Protesto e confusão
Do lado de fora da Bolsa de Valores (B3), onde foi realizado o leilão, a polícia militar entrou em confronto com manifestantes que protestavam contra a privatização de serviços públicos. Nas redes sociais, professores e estudantes reclamaram da truculência dos agentes.
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Os agentes lançaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta após manifestantes derrubarem uma grade de proteção. No local, há militantes dos partidos PT e PSol, além de grupos de estudantes e trabalhadores socialistas.
Primeiro leilão
Na terça-feira (29/10), o governo estadual realizou o leilão do primeiro lote de escolas do programa PPP Novas Escolas, destinado a unidades de ensino da região oeste do estado. Inicialmente, o leilão foi suspenso por uma liminar do juiz Luis Manuel Fonseca Pires, que argumentou que "a concessão de gestão das escolas públicas a empresas privadas compromete o serviço público de educação".
A suspensão foi resultado de uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que defendeu ser inseparável a gestão pedagógica da estrutura física das escolas e que o envolvimento da iniciativa privada poderia comprometer a autonomia educacional.
Contudo, a medida foi revogada já na quinta-feira (31/10), por decisão do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Fernando Antônio Torres Garcia, que atendeu a um recurso do governo estadual. Segundo o presidente do TJSP, a liminar "atrapalha o cronograma de obras e serviços essenciais para as escolas estaduais", prejudicando o andamento das atividades educacionais.
Sob protestos, governo Tarcísio avança com 2º leilão de escolas públicas em SPPolícia usa bombas de gás para expulsar manifestantes contra "privatização do ensino público" em frente a Bolsa de Valores, onde ocorreu o leilãoBrasil2024-11-04T21:44:44.668ZNesta segunda-feira (4), no centro da capital paulista, o Consórcio SP + Escolas venceu o segundo leilão de privatização de 16 escolas públicas em São Paulo. O projeto, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, prevê um investimento de R$ 3,25 bilhões para que as empresas Agrimat Engenharia e Empreendimentos construam e mantenham as unidades.
Segundo o estado, a concessão à iniciativa privada possibilitará a criação de 476 novas salas de aula e de 17.680 vagas no ensino estadual. As primeiras unidades devem ser entregues em 2026, e o pagamento ao consórcio só começará após a conclusão das obras. O governo vai desembolsar um valor mensal de R$ 11,5 milhões para o consórcio.
O contrato tem duração de 25 anos e, segundo o governo estadual, não interfere nas atividades pedagógicas, que permanecem sob a responsabilidade da Secretaria da Educação. O Consórcio SP + Escolas venceu o leilão com uma proposta de R$ 11.546.994,12, abaixo do teto de R$ 14,9 milhões estipulado pelo governo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), e os secretários Rafael Benini (Parcerias em Investimentos) e Renato Feder (Educação) participaram do leilão.
Protesto e confusão
Do lado de fora da Bolsa de Valores (B3), onde foi realizado o leilão, a polícia militar entrou em confronto com manifestantes que protestavam contra a privatização de serviços públicos. Nas redes sociais, professores e estudantes reclamaram da truculência dos agentes.
Os agentes lançaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta após manifestantes derrubarem uma grade de proteção. No local, há militantes dos partidos PT e PSol, além de grupos de estudantes e trabalhadores socialistas.
Primeiro leilão Na terça-feira (29/10), o governo estadual realizou o leilão do primeiro lote de escolas do programa PPP Novas Escolas, destinado a unidades de ensino da região oeste do estado. Inicialmente, o leilão foi suspenso por uma liminar do juiz Luis Manuel Fonseca Pires, que argumentou que "a concessão de gestão das escolas públicas a empresas privadas compromete o serviço público de educação". A suspensão foi resultado de uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que defendeu ser inseparável a gestão pedagógica da estrutura física das escolas e que o envolvimento da iniciativa privada poderia comprometer a autonomia educacional. Contudo, a medida foi revogada já na quinta-feira (31/10), por decisão do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Fernando Antônio Torres Garcia, que atendeu a um recurso do governo estadual. Segundo o presidente do TJSP, a liminar "atrapalha o cronograma de obras e serviços essenciais para as escolas estaduais", prejudicando o andamento das atividades educacionais. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/sob-protestos-governo-tarcisio-avanca-com-2-leilao-de-escolas-publicas-em-sp-1
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