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Seis marcas de café foram proibidas pela Anvisa em 2025; veja lista

Entre os produtos, há os que foram considerados impróprios, não tinham licença sanitária e até "café fake"

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Emanuelle Menezes
06/11/2025, 12:16 • Atualizado em 06/11/2025, 17:53
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Xícara de café | Freepik

Xícara de café | Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização e distribuição de todos os cafés da marca Vibe Coffee, na última segunda-feira (3), após o produto passar por uma inspeção sanitária. Com a suspensão, já são seis as marcas de café proibidas pelo órgão em 2025.

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Entre os produtos, há os que foram considerados impróprios para o consumo pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, não tinham licença sanitária e até "pó para preparo de bebida sabor café" – conhecidos como "café fake". Veja a lista:

  • Melissa ("pó para preparo de bebida sabor café") – proibido em junho de 2025
  • Pingo Preto ("pó para preparo de bebida sabor café") – proibido em junho de 2025
  • Oficial ("bebida sabor café") – proibido em junho de 2025
  • Câmara – proibido em setembro de 2025
  • Fellow Criativo ("pó para preparo de café") – proibido em outubro de 2025
  • Vibe Coffee – proibido em novembro de 2025
Seis marcas de café foram proibidas pela Anvisa em 2025 | Reprodução
Seis marcas de café foram proibidas pela Anvisa em 2025 | Reprodução

As primeiras marcas a serem proibidas foram a Melissa, o Pingo Preto e o Oficial, em junho de 2025. Os produtos, conhecidos como "café fake", já haviam sido considerados impróprios para o consumo pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no final de maio, com a pasta afirmando que eles eram feitos de "lixo da lavoura".

Na época, a Anvisa informou que encontrou nas três uma toxina chamada ocratoxina A, imprópria para consumo humano, e também destacou a "contaminação do produto acabado, indicando falhas nas boas práticas de fabricação no processo de seleção de matérias-primas, de produção e de controle de qualidade do produto acabado."

Ainda segundo o órgão, os rótulos tinham "imagens e informações que podem causar erro e confusão em relação à natureza do produto, podendo levar o consumidor a entender que o produto trata-se de café". Os três eram "pós para preparo de bebida sabor café", mas utilizavam embalagens semelhantes as dos cafés tradicionais.

Em setembro, veio a proibição do café Câmara. Além do produto ter origem desconhecida, fragmentos semelhantes a vidro foram encontrados em amostras. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) também informou que a marca falsificou o selo de pureza da entidade.

O pó para preparo de café Fellow Criativo, da marca Cafellow, foi proibido em outubro. Segundo a Anvisa, o produto contém o extrato do cogumelo Agaricus bisporus, "que ainda não teve a sua segurança avaliada para ser usado em alimentos". A marca também diz em propagandas, sem apresentar provas, que o café "controla a insulina e diminui o colesterol".

Além disso, de acordo com o órgão, o rótulo contém informações que podem levar o consumidor a erro e quanto à natureza do produto, que é "pó para preparo de café".

O Vibe Coffee, proibido nesta segunda-feira (3), não tem licença sanitária, bem como regularização dos produtos, segundo a Anvisa. A empresa também apresentou falhas graves de boas práticas de fabricação, como a ausência de rastreabilidade, a ausência de procedimentos operacionais padrão e condições inadequadas de higienização.

O que dizem as empresas

As empresas que tiveram os produtos proibidos foram questionadas pelo SBT News sobre a decisão da Anvisa na época da suspensão.

Em nota, o Grupo Jurerê, produtor da marca Pingo Preto, disse que a produção foi encerrada em janeiro deste ano. Mas disse que tratava-se de "uma mistura para preparo de bebidas regulamentada pela Anvisa". A Duas Marias, empresa responsável pelo Melissa, afirmou que o produto não era comercializado nem rotulado como "café torrado e moído" e que "não utiliza exclusivamente grãos de café, mas sim uma formulação alternativa legalmente permitida".

A Cafellow, empresa responsável pelo Fellow Criativo, afirmou na época que acataria integralmente a decisão da agência e que tomava as "providências administrativas e técnicas para que ele seja devidamente registrado na Anvisa, de acordo com todas as normas sanitárias vigentes, visando retomar sua comercialização o mais breve possível".

Em comunicado, a Vibe Coffee defendeu que não possui qualquer auto de infração, notificação ou processo administrativo junto à Anvisa. Disse, ainda, que foi a própria empresa quem solicitou uma inspeção da Vigilância Sanitária do Espírito Santo, "com o objetivo de obter orientações técnicas para a emissão do alvará sanitário".

A Master Blends, produtora do café Oficial, não se posicionou. A marca Câmara não foi localizada.

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