Saiba o patrimônio de Leila Pereira, 15ª mais rica do Brasil
Presidente do Palmeiras tem fortuna estimada em R$ 4,9 bilhões; patrimônio vem de negócios em crédito, educação, aviação e futebol
Antonio Souza
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, é a 15ª mulher mais rica do Brasil, segundo o ranking de bilionários divulgado pela Forbes nesta sexta-feira (28). A empresária aparece na 81ª posição da lista geral, com patrimônio estimado em R$ 4,9 bilhões.
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O valor representa um crescimento de aproximadamente 11,4% em relação ao levantamento anterior, quando a fortuna atribuída a Leila era de R$ 4,4 bilhões e ela ocupava a 42ª posição entre os brasileiros mais ricos.
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A lista considera principalmente informações públicas sobre empresas e participações societárias. Por isso, o patrimônio pode estar subestimado, já que imóveis, obras de arte, aviões e embarcações nem sempre entram no cálculo.
De onde vem a fortuna de Leila Pereira
A maior parte do patrimônio de Leila Pereira está ligada ao grupo empresarial administrado por ela e pelo marido, José Roberto Lamacchia.
O principal negócio é a Crefisa, instituição financeira fundada em 1964 e especializada em crédito pessoal, incluindo empréstimos para servidores públicos, aposentados, pensionistas e pessoas negativadas.
Leila assumiu a gestão da Crefisa em 2008. No mesmo período, passou a comandar a área educacional do grupo, que tem como principal ativo o Centro Universitário das Américas, a FAM. Fundada em 1998, a instituição oferece cursos de graduação e pós-graduação e se tornou uma das principais marcas associadas à empresária.
Além dos setores financeiro e educacional, Leila também ampliou sua atuação em negócios relacionados ao esporte. A Crefipar, empresa ligada ao Grupo Crefisa, venceu a licitação para administrar e modernizar a Arena Barueri. O contrato previa investimentos e custos operacionais estimados em cerca de R$ 525 milhões, com concessão por 35 anos.
A empresária também é proprietária da Placar Linhas Aéreas, empresa que passou a prestar serviços de transporte ao Palmeiras. O avião utilizado pela delegação em viagens fora do estado de São Paulo se tornou mais um ponto de conexão entre os negócios de Leila e o clube.
A concentração de atividades empresariais e funções no Palmeiras, porém, provocou questionamentos internos. Conselheiros de oposição apontaram possíveis conflitos de interesses pelo fato de Leila ser patrocinadora, credora, fornecedora de serviços e presidente da instituição. A dirigente afirma que suas decisões são submetidas aos órgãos de fiscalização do clube e nega irregularidades.
Do patrocínio à presidência do Palmeiras
Leila iniciou com a Crefisa patrocínio master com o Palmeiras em 2015 | Foto: Cesar Greco / Palmeiras
A relação de Leila com o Palmeiras começou a ganhar dimensão pública em 2015, quando a Crefisa e a FAM passaram a estampar suas marcas na camisa do clube. O acordo foi firmado em um momento de dificuldades financeiras e ajudou a ampliar a capacidade de investimento do Palmeiras no mercado da bola
A parceria se estendeu por quase uma década e foi renovada até o fim da temporada de 2024. Ao longo desse período, os aportes das empresas do casal Lamacchia foram estimados em mais de R$ 1 bilhão, considerando valores de patrocínio, premiações e outras operações relacionadas ao clube.
O investimento coincidiu com uma das fases mais vitoriosas da história recente do Palmeiras. Sob a influência financeira do patrocínio, o clube conquistou os Campeonatos Brasileiros de 2016 e 2018 e as edições da Copa Libertadores de 2020 e 2021. A relação entre as empresas e o time também aproximou Leila da política interna palmeirense.
Em 2017, ela passou a integrar o Conselho Deliberativo do clube, depois de receber votação recorde para o cargo. Quatro anos mais tarde, candidatou-se à presidência em uma eleição sem concorrente. Sua chapa recebeu 1.897 dos 2.141 votos registrados, e Leila assumiu oficialmente em 15 de dezembro de 2021.
Com isso, tornou-se a primeira mulher a presidir o Palmeiras. Em 2024, foi reeleita para um novo mandato, iniciado após a confirmação de sua vitória pelo Conselho Deliberativo.
A saída da Crefisa e da FAM do posto de patrocinadoras principais, ao fim de 2024, encerrou um ciclo de dez anos de exposição direta das marcas no uniforme.
A trajetória de Leila no clube, contudo, continuou associada ao patrimônio construído fora do futebol, aos investimentos realizados no Palmeiras e à transformação de uma relação comercial em projeto de poder dentro da instituição.
Saiba o patrimônio de Leila Pereira, 15ª mais rica do BrasilPresidente do Palmeiras tem fortuna estimada em R$ 4,9 bilhões; patrimônio vem de negócios em crédito, educação, aviação e futebolBrasil2026-08-29T09:00:00.000ZLeila Pereira, presidente do Palmeiras, é a 15ª mulher mais rica do Brasil, segundo o nesta sexta-feira (28). A empresária aparece na 81ª posição da lista geral, com patrimônio estimado em R$ 4,9 bilhões. O valor representa um crescimento de aproximadamente 11,4% em relação ao levantamento anterior, quando a fortuna atribuída a Leila era de R$ 4,4 bilhões e ela ocupava a 42ª posição entre os brasileiros mais ricos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A lista considera principalmente informações públicas sobre empresas e participações societárias. Por isso, o patrimônio pode estar subestimado, já que imóveis, obras de arte, aviões e embarcações nem sempre entram no cálculo. De onde vem a fortuna de Leila Pereira A maior parte do patrimônio de Leila Pereira está ligada ao grupo empresarial administrado por ela e pelo marido, José Roberto Lamacchia. O principal negócio é a Crefisa, instituição financeira fundada em 1964 e especializada em crédito pessoal, incluindo empréstimos para servidores públicos, aposentados, pensionistas e pessoas negativadas. Leila assumiu a gestão da Crefisa em 2008. No mesmo período, passou a comandar a área educacional do grupo, que tem como principal ativo o Centro Universitário das Américas, a FAM. Fundada em 1998, a instituição oferece cursos de graduação e pós-graduação e se tornou uma das principais marcas associadas à empresária. + Além dos setores financeiro e educacional, Leila também ampliou sua atuação em negócios relacionados ao esporte. A Crefipar, empresa ligada ao Grupo Crefisa, venceu a licitação para administrar e modernizar a Arena Barueri. O contrato previa investimentos e custos operacionais estimados em cerca de R$ 525 milhões, com concessão por 35 anos. A empresária também é proprietária da Placar Linhas Aéreas, empresa que passou a prestar serviços de transporte ao Palmeiras. O avião utilizado pela delegação em viagens fora do estado de São Paulo se tornou mais um ponto de conexão entre os negócios de Leila e o clube. A concentração de atividades empresariais e funções no Palmeiras, porém, provocou questionamentos internos. Conselheiros de oposição apontaram possíveis conflitos de interesses pelo fato de Leila ser patrocinadora, credora, fornecedora de serviços e presidente da instituição. A dirigente afirma que suas decisões são submetidas aos órgãos de fiscalização do clube e nega irregularidades. Do patrocínio à presidência do Palmeiras A relação de Leila com o Palmeiras começou a ganhar dimensão pública em 2015, quando a Crefisa e a FAM passaram a estampar suas marcas na camisa do clube. O acordo foi firmado em um momento de dificuldades financeiras e ajudou a ampliar a capacidade de investimento do Palmeiras no mercado da bola A parceria se estendeu por quase uma década e foi renovada até o fim da temporada de 2024. Ao longo desse período, os aportes das empresas do casal Lamacchia foram estimados em mais de R$ 1 bilhão, considerando valores de patrocínio, premiações e outras operações relacionadas ao clube. O investimento coincidiu com uma das fases mais vitoriosas da história recente do Palmeiras. Sob a influência financeira do patrocínio, o clube conquistou os Campeonatos Brasileiros de 2016 e 2018 e as edições da Copa Libertadores de 2020 e 2021. A relação entre as empresas e o time também aproximou Leila da política interna palmeirense. Em 2017, ela passou a integrar o Conselho Deliberativo do clube, depois de receber votação recorde para o cargo. Quatro anos mais tarde, candidatou-se à presidência em uma eleição sem concorrente. Sua chapa recebeu 1.897 dos 2.141 votos registrados, e Leila assumiu oficialmente em 15 de dezembro de 2021. Com isso, tornou-se a primeira mulher a presidir o Palmeiras. Em 2024, foi reeleita para um novo mandato, iniciado após a confirmação de sua vitória pelo Conselho Deliberativo. A saída da Crefisa e da FAM do posto de patrocinadoras principais, ao fim de 2024, encerrou um ciclo de dez anos de exposição direta das marcas no uniforme. A trajetória de Leila no clube, contudo, continuou associada ao patrimônio construído fora do futebol, aos investimentos realizados no Palmeiras e à transformação de uma relação comercial em projeto de poder dentro da instituição.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/saiba-o-patrimonio-de-leila-pereira-15-mais-rica-do-brasil
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