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Brasil

Psicóloga tem conta do Instagram invadida e hacker pede resgate pelo acesso

Criminoso usa táticas como phishing e engenharia social para invadir perfis e aplicar golpes financeiros; entenda

Imagem da noticia Psicóloga tem conta do Instagram invadida e hacker pede resgate pelo acesso
Hacker invade conta do Instagram e ameaça psicóloga | Pixabay
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A psicóloga Sarith Anischa recebeu um alerta por e-mail informando uma tentativa de acesso à sua conta do Instagram por um dispositivo desconhecido. “Recebi: estão tentando acessar pelo seu iPhone em outro lugar, aí era outro país e era aqui no Brasil, então foram dois tipos de acesso. E eu neguei”, relatou. No entanto, enquanto trabalhava, percebeu que já havia perdido o controle da conta.

Há cinco dias, Sarith tenta recuperar o perfil sem sucesso. Durante o processo, chegou a conversar com o hacker, que exigiu um resgate para devolver o acesso. Além disso, ele debochou da situação, afirmando que esse “era o corre” dele.

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O criminoso está usando a foto dela para prometer lucros fáceis em golpes financeiros. Segundo o advogado especialista em crimes cibernéticos José Milagre, esse tipo de ataque tem várias finalidades. “Ele consegue monetizar essa conta, consegue, por exemplo, lesar outras pessoas, extorquir a vítima e até mesmo ter acesso a dados pessoais que vão ser usados para acessar outros serviços da vítima, lesando-a financeiramente”, explicou.

O hacker pode invadir contas utilizando três táticas principais:

- Phishing: envio de e-mails falsos se passando por redes sociais para capturar credenciais;

- Malware: envio de códigos maliciosos, como links pelo WhatsApp, que roubam senhas;

- Engenharia social: mensagens enganosas oferecendo prêmios ou empregos, levando a sites falsos onde a vítima fornece seus dados.

Os crimes cibernéticos são previstos no Código Penal e podem levar a penas de até oito anos de prisão para quem cometer invasão de dispositivos ou fraude eletrônica.

Especialistas alertam que, geralmente, os hackers não agem sozinhos. O esquema pode envolver várias pessoas: uma para levantar dados da vítima, outra para falsificar sites e identidades, uma terceira para interagir com amigos e familiares da vítima e, por fim, um “laranja” que empresta sua conta bancária para receber o dinheiro do golpe.

Não caia no golpe

Para evitar cair nesse tipo de cilada, especialistas recomendam nunca clicar em links desconhecidos e ativar a autenticação de dois fatores, como biometria ou códigos adicionais nas redes sociais.

Por fim, Sarith desabafa sobre o impacto do ataque: “Você se sente invadida, você não tá fazendo nada de errado, uma pessoa entra, pede dinheiro pra devolver uma conta que eu tenho há mais de 10 anos, que é minha, né?”

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