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Protesto contra aumento da tarifa no transporte termina com ao menos 2 detidos em SP

Manifestação reuniu estudantes em frente à Prefeitura e ocorreu sob chuva; mobilização pediu passe livre e acesso à mobilidade urbana

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A manifestação, organizada por estudantes, ocorreu no centro da capital paulista | Paulo Pinto / Agência Brasil

Ao menos dois jovens foram detidos pela polícia durante um protesto contra o aumento das tarifas do transporte público no São Paulo, no final da tarde e início da noite desta quarta-feira (14).

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A manifestação, organizada por estudantes, ocorreu no centro da capital paulista e enfrentou chuva ao longo do ato.

O ato foi convocado por entidades do movimento estudantil, como o Movimento Passe Livre, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes (UEE).

Os manifestantes protestaram contra o recente reajuste das tarifas do transporte público sobre trilhos na Grande São Paulo e do ônibus na capital. Além disso, defenderam a manutenção do passe livre estudantil e o direito à mobilidade urbana, ao acesso à educação, cultura e lazer.

“Esse é mais um ato que se soma à tradição do movimento estudantil de iniciar o ano ocupando as ruas contra o aumento da tarifa. O passe livre é uma conquista histórica e fundamental para a permanência dos estudantes na universidade”, afirmou Bianca Borges, da UNE, que participou do protesto.

Segundo a polícia, os dois jovens foram detidos no início do ato, nas proximidades da Prefeitura. Eles utilizavam máscaras do tipo balaclava, cujo uso em manifestações é considerado irregular pelas forças de segurança.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que não comentaria as detenções.

O que dizem os organizadores?

Para os organizadores, o protesto também foi uma crítica à política de transporte adotada pelos governos estadual e municipal.

“Nesse ato pedimos uma reivindicação histórica do movimento estudantil, que é o direito ao acesso à cidade e à mobilidade urbana. No governo de Tarcísio de Freitas e de Ricardo Nunes, tem sido seguida uma receita neoliberal que coloca direitos públicos no balcão de negócios”, declarou Wesley Gabriel, presidente da União Estadual dos Estudantes.

Segundo os organizadores, manifestações semelhantes estão previstas em outras cidades do interior paulista, como Campinas e Sorocaba.

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