Polícia do DF mira grupo que movimentou milhões em fraudes
Segundo a investigação, o grupo conseguia dados bancários das vítimas de forma fraudulenta e utilizava essas informações para retirar dinheiro das contas
Pedro Canguçu
Esquema conseguia dados bancários das vítimas de forma fraudulenta e utilizava essas informações para retirar dinheiro das contas | Reprodução/PCDF
Um grupo suspeito de aplicar golpes bancários contra empresas e lavar o dinheiro obtido com os crimes foi alvo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (20). A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 60 milhões dos investigados, além de cinco carros de luxo e dois imóveis avaliados, juntos, em mais de R$ 3,5 milhões.
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Cerca de 100 policiais participaram da ação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor). Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão e seis de prisão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.
Segundo a investigação, o grupo conseguia dados bancários das vítimas de forma fraudulenta e utilizava essas informações para retirar dinheiro das contas. Depois dos golpes, os valores eram rapidamente transferidos para diversas contas de terceiros, numa tentativa de dificultar o rastreamento e esconder a origem do dinheiro.
Enquanto alguns integrantes entravam em contato com vítimas e conseguiam dados bancários, outros seriam responsáveis por retirar e movimentar dinheiro por diferentes contas | Reprodução/PCDF
Investigação começou após tentativa de latrocínio
O esquema foi descoberto a partir da investigação de uma tentativa de latrocínio ocorrida no Distrito Federal em 2024. Na época, integrantes de uma facção criminosa de origem carioca, que atuavam em Mato Grosso, teriam viajado até Brasília para assaltar o homem que agora aparece como principal investigado.
Segundo a PCDF, os criminosos receberam informações de que o alvo movimentava milhões de reais. A polícia decidiu então investigar de onde vinha e para onde ia esse dinheiro e acabou chegando ao esquema alvo da ação desta quinta.
A principal suspeita é de que o homem atuasse como uma espécie de "lavador profissional", movimentando e escondendo dinheiro de origem criminosa para diferentes organizações, sem trabalhar exclusivamente para um único grupo.
A investigação também identificou uma divisão de tarefas. Enquanto alguns integrantes entravam em contato com as vítimas e conseguiam os dados bancários, outros seriam responsáveis por retirar e movimentar o dinheiro por diferentes contas.
Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por crimes como fraude eletrônica, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e documental. Somadas, as penas podem chegar a 40 anos de prisão.
A polícia agora analisa os materiais apreendidos e o caminho percorrido pelo dinheiro para identificar outros possíveis envolvidos e descobrir até onde chegava a atuação do grupo.
Polícia do DF mira grupo que movimentou milhões em fraudesSegundo a investigação, o grupo conseguia dados bancários das vítimas de forma fraudulenta e utilizava essas informações para retirar dinheiro das contasBrasil2026-08-20T11:56:31.270ZUm grupo suspeito de aplicar golpes bancários contra empresas e lavar o dinheiro obtido com os crimes foi alvo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (20). A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 60 milhões dos investigados, além de cinco carros de luxo e dois imóveis avaliados, juntos, em mais de R$ 3,5 milhões. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Cerca de 100 policiais participaram da ação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor). Ao todo, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão e seis de prisão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. Segundo a investigação, o grupo conseguia dados bancários das vítimas de forma fraudulenta e utilizava essas informações para retirar dinheiro das contas. Depois dos golpes, os valores eram rapidamente transferidos para diversas contas de terceiros, numa tentativa de dificultar o rastreamento e esconder a origem do dinheiro. Investigação começou após tentativa de latrocínio O esquema foi descoberto a partir da investigação de uma tentativa de latrocínio ocorrida no Distrito Federal em 2024. Na época, integrantes de uma facção criminosa de origem carioca, que atuavam em Mato Grosso, teriam viajado até Brasília para assaltar o homem que agora aparece como principal investigado. Segundo a PCDF, os criminosos receberam informações de que o alvo movimentava milhões de reais. A polícia decidiu então investigar de onde vinha e para onde ia esse dinheiro e acabou chegando ao esquema alvo da ação desta quinta. A principal suspeita é de que o homem atuasse como uma espécie de "lavador profissional", movimentando e escondendo dinheiro de origem criminosa para diferentes organizações, sem trabalhar exclusivamente para um único grupo. A investigação também identificou uma divisão de tarefas. Enquanto alguns integrantes entravam em contato com as vítimas e conseguiam os dados bancários, outros seriam responsáveis por retirar e movimentar o dinheiro por diferentes contas. Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por crimes como fraude eletrônica, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e documental. Somadas, as penas podem chegar a 40 anos de prisão. A polícia agora analisa os materiais apreendidos e o caminho percorrido pelo dinheiro para identificar outros possíveis envolvidos e descobrir até onde chegava a atuação do grupo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/policia-do-df-mira-grupo-que-movimentou-milhoes-em-fraudes