PM acusado de matar estudante em 2024 tem prisão decretada
Bruno Carvalho do Prado responde pela morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta e é investigado por violência doméstica contra a esposa

Marco Aurélio Cárdenas Acosta, com 22 anos na época, foi morto por PM's durante abordagem | Reprodução
A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (31) a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, acusado de participar do assassinato do estudante de Medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos.
O crime aconteceu em novembro de 2024, no saguão de um hotel na Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. Marco Aurélio foi morto com um tiro à queima-roupa durante uma abordagem policial.
Segundo as investigações, Marco Aurélio havia acabado de concluir o 5º ano de medicina quando se envolveu em uma abordagem policial na zona sul de São Paulo. Ele teria dado um tapa no retrovisor da viatura e corrido para o hotel onde estava com a namorada. Em seguida, foi perseguido pelos policiais.
Bruno respondia ao processo em liberdade e estava submetido a medidas cautelares. A prisão preventiva foi decretada após o surgimento de uma nova investigação relacionada a uma possível ameaça de morte, lesão corporal e violência doméstica contra a esposa do policial.
Segundo a decisão, Bruno teria se envolvido em um novo episódio violento enquanto cumpria medidas cautelares. Para a juíza, a gravidade do homicídio pelo qual o policial responde, os indícios de participação no crime e a nova ocorrência contra a esposa demonstram um risco concreto.
A decisão também considerou o possível risco de repetição de condutas criminosas, o acesso do policial a armas de fogo e a insuficiência das medidas cautelares que estavam em vigor.
Além da prisão preventiva, a Justiça determinou a apreensão das armas de Bruno.
PM's irão a júri popular
O outro policial militar envolvido no caso, Guilherme Augusto Macedo, também responde ao processo em liberdade. Os dois foram pronunciados pela Justiça e serão levados a júri popular pela morte de Marco Aurélio. Ainda não há data definida para o julgamento.
Segundo as investigações, Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura em que os policiais estavam. Os agentes perseguiram o estudante até o interior de um hotel na Vila Mariana.
Durante a abordagem, Marco Aurélio se desequilibrou e quase derrubou um dos policiais. Em seguida, o outro agente teria efetuado o disparo à queima-roupa.















