Passageiro é expulso de voo em Brasília pela PF após se recusar a colocar celular em modo avião
Homem disse ao comissário de bordo que não ajustaria status do smartphone antes de viagem e se negou a mostrar aparelho

Larissa Alvarenga
Um passageiro de um voo da Latam foi expulso pela Polícia Federal (PF) após confusão envolvendo modo avião de celular. Caso aconteceu nessa sexta-feira (16), no Aeroporto Internacional de Brasília.
De acordo com passageiros, o homem disse ao comissário de bordo que não colocaria o celular no modo avião e se negou a mostrar o aparelho.
O comissário ordenou que ele desembarcasse, o homem se negou e a Polícia Federal precisou ser acionada para retirar o passageiro. Imagens feitas por outras pessoas embarcadas mostram o momento em que tripulação tenta negociar e pede que ele deixe o avião.
O voo tinha como destino o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A previsão de decolagem era às 17h45. Com o incidente, o avião só partiu às 19h20.
Em nota, a Latam informou que solicitou o apoio da PF em razão do comportamento indisciplinado do passageiro. "A companhia reforça que cumpre rigorosamente os padrões de segurança."
Leia nota da PF:
"A Polícia Federal esclarece que, em ocorrências envolvendo a retirada de passageiros de aeronaves, sua atuação ocorre exclusivamente quando acionada pela tripulação, em cumprimento à determinação do comandante da aeronave, conforme previsto nos artigos 167 e 168 do Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/1986), que atribuem ao comandante a autoridade e a responsabilidade pela ordem, disciplina e segurança a bordo.
No caso em questão, a Polícia Federal foi acionada para proceder à retirada de um passageiro da aeronave, medida adotada por decisão da tripulação. A atuação policial limitou-se ao acompanhamento e à retirada do passageiro, de forma prioritariamente voluntária, com o objetivo de preservar a ordem e a segurança no ambiente aeroportuário.
Após a retirada, o passageiro foi encaminhado à área externa do terminal. Eventuais decisões relativas à remarcação de voo, reembolso ou demais providências comerciais são de exclusiva responsabilidade da companhia aérea, por se tratarem de questões contratuais entre a empresa e o passageiro, não competindo à Polícia Federal deliberar sobre tais medidas.
A Polícia Federal reforça que, nessas situações, sua atuação se exaure com o cumprimento da determinação do comandante da aeronave, não havendo ingerência sobre decisões comerciais das companhias aéreas."
Leia nota da Latam:
"A LATAM Airlines Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal no voo LA3782 (Brasília-Rio de Janeiro/Santos Dumont), na sexta-feira (16/01), em razão do comportamento indisciplinado de um passageiro. Após seu desembarque, o voo decolou às 19h20, com previsão de pouso no destino às 20h50.
A companhia reforça que cumpre rigorosamente os padrões de segurança e que adota todas as medidas técnicas e operacionais necessárias para garantir a segurança de seus passageiros e funcionários."








