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Pai de Henry pede ao CNJ investigação sobre conduta de juíza

Leniel Borel questiona atuação de Elizabeth Louro antes e durante o julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros

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Leniel Borel após decisão da Justiça | Foto: Reprodução

Leniel Borel após decisão da Justiça | Foto: Reprodução

O pai de Henry Borel, Leniel Borel de Almeida Junior, apresentou uma reclamação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Elizabeth Machado Louro. A magistrada presidiu o julgamento de Monique Medeiros e Jairinho no caso da morte do menino, ocorrida em março de 2021.

Leniel pede que o CNJ investigue a conduta da magistrada e apure se houve tentativa de influenciar os jurados a conceder perdão judicial a Monique.

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A reclamação cita uma audiência realizada em setembro de 2026. Segundo uma testemunha, uma jornalista teria recebido um pedido para entrar em contato com a mãe de Monique, que estava presa, para tratar da troca do advogado por uma defensora pública que seria conhecida da juíza.

A defesa também questiona uma entrevista concedida por Elizabeth Louro em 2021 e decisões anteriores relacionadas à prisão de Monique, algumas posteriormente revistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Leniel ainda contesta a mudança de um quesito durante o julgamento. Inicialmente, os jurados consideraram dolosa a omissão de Monique. Após a juíza apontar um erro na formulação da pergunta, houve nova votação sobre omissão culposa. Com o novo resultado, a magistrada concedeu perdão judicial à ré.

Na reclamação, Leniel pede a apuração dos fatos e que o Ministério Público avalie medidas para preservar possíveis provas, incluindo a busca e apreensão de celulares das pessoas citadas.

Procurado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou que não se manifesta sobre decisões de seus magistrados nem sobre processos em julgamento.

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