“Não houve risco operacional”, diz presidente da Anac após fumaça paralisar voos em SP
Interrupção no centro de controle durou cerca de 1 hora e gerou atrasos e cancelamentos em 30% dos voos em SP



Raquel Landim
Lucas Carvalho
Vicklin Moraes
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faeirstein, afirmou nesta quinta-feira (9), em entrevista ao SBT News, que a evacuação do prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), no Aeroporto de Congonhas, provocou a interrupção temporária das operações e um efeito cascata nos principais terminais de São Paulo.
O transtorno atingiu o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos e Aeroporto Internacional de Viracopos, entre outros, e já impacta cerca de 17% dos voos em toda a malha aérea nacional.
Segundo Faeirstein, o incidente teve início após a detecção de fumaça nas dependências do DECEA. Apesar de não atingir diretamente a área operacional, o protocolo de segurança determinou a retirada imediata dos funcionários.
“As pessoas foram retiradas para verificar se havia um problema mais grave. Ficaram fora por cerca de 30 a 40 minutos e, após a checagem, retornaram ao trabalho”, explicou.
Durante esse período, pousos e decolagens ficaram suspensos por aproximadamente uma hora, especialmente em Congonhas. As operações essenciais foram transferidas para um centro de controle em Brasília, garantindo a continuidade da assistência às aeronaves em voo.
O presidente da Anac reforçou que não houve risco à segurança. “Em nenhum momento houve desassistência. A segurança operacional foi mantida”, afirmou.
Apesar disso, os impactos foram expressivos: cerca de 30% dos voos nos aeroportos paulistas registraram atrasos ou cancelamentos. Como o sistema aéreo é interligado, o efeito rapidamente se espalhou para outras regiões do país.
A agência monitora a situação e negocia com as companhias aéreas medidas para normalizar a operação. Entre as alternativas está a ampliação do horário de funcionamento de Congonhas, que normalmente encerra as atividades às 23h.
“Estamos readequando as malhas. Algumas companhias transferem passageiros para Guarulhos. Se necessário, poderemos estender o horário de Congonhas”, disse.
A investigação sobre as causas da fumaça será conduzida pelo próprio DECEA. Como não houve acidente com aeronaves, o caso não será apurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).








