Vendaval em SP deixa 3 mortos e rajadas acima de 120 km/h
Passagem de frente fria causou estragos no litoral, na capital e no interior paulista
Vicklin Moraes
As fortes rajadas de vento que atingiram o estado de São Paulo nesta quarta-feira (29) deixaram ao menos três mortos e provocaram um rastro de destruição em diversas regiões. A passagem de uma intensa frente fria trouxe ventos que ultrapassaram os 124 km/h no interior paulista.
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Em Santos, um homem em situação de rua morreu após ser atingido pela queda de uma árvore.
Em São Sebastião, um homem de 50 anos faleceu depois que a embarcação em que estava naufragou devido à agitação marítima.
Em Cesário Lange, uma pessoa morreu após uma árvore cair sobre o veículo em que estava.
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A Baixada Santista foi uma das regiões mais afetadas. Em Santos, os ventos atingiram 111,8 km/h por volta das 12h40, enquanto a maré chegou a 1,64 metro. A Defesa Civil registrou dezenas de ocorrências graves, incluindo 20 quedas de árvores e postes em vias públicas.
Também houve o desabamento de um sobrado de madeira e a queda de um muro da Receita Federal, além do destelhamento de cinco equipamentos públicos, entre eles escolas, policlínicas e um ginásio esportivo. Em outro ponto, contêineres desabaram em um pátio na Marginal da Via Anchieta. A histórica Casa da Frontaria Azulejada também sofreu danos estruturais, com desprendimento de tijolos.
Na capital paulista, as rajadas chegaram a 75,3 km/h. O Corpo de Bombeiros atendeu ao menos 40 ocorrências de queda de árvores até o meio da tarde.
Segundo levantamento da Defesa Civil do Estado, divulgado às 16h40, cidades do interior e do litoral registraram ventos com força destrutiva. Os maiores índices foram:
Itaporanga e Itaí: 124,9 km/h
Taquarituba: 117,0 km/h
Arandu: 113,1 km/h
Paranapanema: 113,0 km/h
Itanhaém: 111,0 km/h
Santos: 111,8 km/h
Itapeva: 84,6 km/h
São Paulo (capital): 75,3 km/h
São Caetano do Sul: 71,0 km/h
Gabinete de Crise
A Defesa Civil do Estado de São Paulo ativou um Gabinete de Crise a partir desta quarta para monitorar as condições meteorológicas e coordenar as ações de resposta com os municípios e as concessionárias de serviços essenciais. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.
Além da Região Metropolitana de São Paulo e do litoral, onde as rajadas de vento podem chegar a 90 km/h, o restante do estado também permanece em alerta.
Segundo a Defesa Civil, a frente fria também pode provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas. No litoral, o avanço do sistema também aumenta o risco de ressaca e agitação marítima, com possibilidade de impactos nas operações portuárias da Baixada Santista.
Durante o período de instabilidade, a Defesa Civil orienta que a população redobre a atenção. "Não fique perto de estruturas de metal, não fique perto de árvores e evite ficar em áreas abertas durante os temporais", reforçou o porta-voz.
Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Vendaval em SP deixa 3 mortos e rajadas acima de 120 km/hPassagem de frente fria causou estragos no litoral, na capital e no interior paulistaBrasil2026-07-29T22:01:03.454ZAs fortes rajadas de vento que atingiram o estado de São Paulo nesta quarta-feira (29) deixaram ao menos três mortos e provocaram um rastro de destruição em diversas regiões. A passagem de uma intensa frente fria trouxe ventos que ultrapassaram os 124 km/h no interior paulista. As mortes foram registradas em três municípios: 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A Baixada Santista foi uma das regiões mais afetadas. Em Santos, os ventos atingiram 111,8 km/h por volta das 12h40, enquanto a maré chegou a 1,64 metro. A Defesa Civil registrou dezenas de ocorrências graves, incluindo 20 quedas de árvores e postes em vias públicas. Também houve o desabamento de um sobrado de madeira e a queda de um muro da Receita Federal, além do destelhamento de cinco equipamentos públicos, entre eles escolas, policlínicas e um ginásio esportivo. Em outro ponto, contêineres desabaram em um pátio na Marginal da Via Anchieta. A histórica Casa da Frontaria Azulejada também sofreu danos estruturais, com desprendimento de tijolos. Na capital paulista, as rajadas chegaram a 75,3 km/h. O Corpo de Bombeiros atendeu ao menos 40 ocorrências de queda de árvores até o meio da tarde. Segundo levantamento da Defesa Civil do Estado, divulgado às 16h40, cidades do interior e do litoral registraram ventos com força destrutiva. Os maiores índices foram: Gabinete de Crise A Defesa Civil do Estado de São Paulo ativou um Gabinete de Crise a partir desta quarta para monitorar as condições meteorológicas e coordenar as ações de resposta com os municípios e as concessionárias de serviços essenciais. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências. Além da Região Metropolitana de São Paulo e do litoral, onde as rajadas de vento podem chegar a 90 km/h, o restante do estado também permanece em alerta. Segundo a Defesa Civil, a frente fria também pode provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas. No litoral, o avanço do sistema também aumenta o risco de ressaca e agitação marítima, com possibilidade de impactos nas operações portuárias da Baixada Santista. Durante o período de instabilidade, a Defesa Civil orienta que a população redobre a atenção. "Não fique perto de estruturas de metal, não fique perto de árvores e evite ficar em áreas abertas durante os temporais", reforçou o porta-voz. Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mortes-rajadas-de-vento
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