Morre Barretão, gigante do cinema brasileiro, aos 98 anos
Produtor, diretor e fotógrafo, Luiz Carlos Barreto marcou o Cinema Novo e participou da realização de mais de 80 filmes e coproduções
Emanuelle Menezes
Barretão em entrevista dada ao Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro em 2022 | Reprodução
O produtor, diretor, roteirista e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro, morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por um dos netos do cineasta nas redes sociais e confirmada pelo Hospital Copa Star, onde ele estava internado.
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"O Hospital Copa Star lamenta o falecimento do fotógrafo e cineasta Luiz Carlos Barreto e expressa suas condolências à família", diz a nota.
Conhecido como Barretão, ele deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional, com obras como 'Terra em Transe' e 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' no currículo. Fundador da L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, a produtora Lucy Barreto, ele participou da realização de mais de 80 filmes e coproduções.
Nascido em 20 de maio de 1928 em Sobral, no Ceará, Luiz Carlos Barreto iniciou a carreira no jornalismo e no fotojornalismo. Trabalhou na revista O Cruzeiro, onde descobriu sua vocação para o cinema ao acompanhar as filmagens de Barravento, de Glauber Rocha.
A partir desse contato, se tornou diretor de fotografia de 'Vidas Secas' (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e 'Terra em Transe' (1967), de Glauber Rocha. Os dois filmes estão entre os maiores clássicos da história do cinema brasileiro.
Embora também tenha atuado como fotógrafo, roteirista e diretor, foi como produtor que Luiz Carlos Barreto construiu sua maior contribuição ao audiovisual.
Ao longo da carreira, participou da produção de filmes que se tornaram referências do cinema nacional, como 'Garrincha – Alegria do Povo' (1962), 'A Hora e a Vez de Augusto Matraga' (1965), 'Bye Bye Brasil' (1980), 'Memórias do Cárcere' (1984) e 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (1976).
Dirigido por seu filho Bruno Barreto, 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' permaneceu por décadas como a maior bilheteria do cinema nacional, com cerca de 11 milhões de espectadores.
Pela L.C. Barreto Produções, ainda foram realizados 'O Quatrilho' (1995), dirigido por Fábio Barreto, e 'O Que É Isso, Companheiro?' (1997), de Bruno Barreto, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Luiz Carlos Barreto deixa a esposa, Lucy Barreto, os filhos Paula e Bruno Barreto, além de netos. O outro filho de Barretão, Fábio Barreto, morreu em 2019, após passar quase 10 anos em coma depois de um grave acidente de carro.
Morre Barretão, gigante do cinema brasileiro, aos 98 anosProdutor, diretor e fotógrafo, Luiz Carlos Barreto marcou o Cinema Novo e participou da realização de mais de 80 filmes e coproduçõesBrasil2026-07-22T14:12:06.395ZO produtor, diretor, roteirista e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro, morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por um dos netos do cineasta nas redes sociais e confirmada pelo Hospital Copa Star, onde ele estava internado. "O Hospital Copa Star lamenta o falecimento do fotógrafo e cineasta Luiz Carlos Barreto e expressa suas condolências à família", diz a nota. Conhecido como Barretão, ele deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional, com obras como 'Terra em Transe' e 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' no currículo. Fundador da L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, a produtora Lucy Barreto, ele participou da realização de mais de 80 filmes e coproduções. Nascido em 20 de maio de 1928 em Sobral, no Ceará, Luiz Carlos Barreto iniciou a carreira no jornalismo e no fotojornalismo. Trabalhou na revista O Cruzeiro, onde descobriu sua vocação para o cinema ao acompanhar as filmagens de Barravento, de Glauber Rocha. A partir desse contato, se tornou diretor de fotografia de 'Vidas Secas' (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e 'Terra em Transe' (1967), de Glauber Rocha. Os dois filmes estão entre os maiores clássicos da história do cinema brasileiro. Embora também tenha atuado como fotógrafo, roteirista e diretor, foi como produtor que Luiz Carlos Barreto construiu sua maior contribuição ao audiovisual. Ao longo da carreira, participou da produção de filmes que se tornaram referências do cinema nacional, como 'Garrincha – Alegria do Povo' (1962), 'A Hora e a Vez de Augusto Matraga' (1965), 'Bye Bye Brasil' (1980), 'Memórias do Cárcere' (1984) e 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (1976). Dirigido por seu filho Bruno Barreto, 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' permaneceu por décadas como a maior bilheteria do cinema nacional, com cerca de 11 milhões de espectadores. Pela L.C. Barreto Produções, ainda foram realizados 'O Quatrilho' (1995), dirigido por Fábio Barreto, e 'O Que É Isso, Companheiro?' (1997), de Bruno Barreto, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Luiz Carlos Barreto deixa a esposa, Lucy Barreto, os filhos Paula e Bruno Barreto, além de netos. O outro filho de Barretão, Fábio Barreto, morreu em 2019, após passar quase 10 anos em coma depois de um grave acidente de carro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/morre-luiz-carlos-barreto-barretao-gigante-do-cinema-brasileiro-aos-98-anos
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