MG proíbe propaganda de bets no Mineirão e espaços públicos
Fiscalização poderá retirar ou cobrir anúncios; entenda
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SBT News, Estado de Minas
Apostas esportivas entraram na mira do governo | Reprodução
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), assinou na quinta-feira (20) a proibição da veiculação de publicidade de plataformas de apostas, as chamadas bets, em espaços públicos. A restrição também vale para estádios e equipamentos esportivos estaduais, como o Mineirão.
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“Minas decidiu colocar limite: publicidade, promoção e patrocínio de bets não terão espaço nos bens públicos estaduais nem nos eventos promovidos ou apoiados pelo Estado. O poder público não pode ajudar a normalizar uma atividade que, quando sai do controle, pode gerar dívida, dependência e empobrecimento”, disse Simões.
Segundo o governador, a regra alcança diferentes formatos de divulgação. Estão proibidas placas, painéis, faixas, banners, totens, luminosos e painéis eletrônicos, além da inserção de marcas em telões e sistemas de sonorização.
Também entram na vedação ações de ativação de marca, experiências promocionais, distribuição de materiais publicitários, exploração de camarotes e áreas promocionais e o chamado naming rights.
Na prática, a restrição alcança estádios e equipamentos esportivos estaduais, rodovias, prédios públicos, terminais rodoviários e aeroportos estaduais. No caso do Mineirão, a concessionária será notificada para retirar publicidades de bets existentes no estádio.
A proibição, porém, tem uma diferença em relação às placas de publicidade instaladas nas bordas do campo. Segundo o governador, esses espaços são administrados pelas promotoras dos campeonatos, e o Estado pretende notificá-las para que retirem as propagandas de bets quando as competições forem realizadas no Mineirão.
Já anúncios em uniformes de jogadores não estão abrangidos pelo decreto, porque, segundo o governador, não se trata de publicidade em um bem público. No entanto, eventos que tenham promoção de bets deixarão de receber suporte do governo estadual.
O decreto também impede o uso de recursos públicos, direta ou indiretamente, para financiar publicidade, propaganda, promoção comercial ou patrocínio que esteja proibido pela norma.
Fiscalização
A retirada da publicidade deverá ser feita pelos órgãos e entidades do governo responsáveis por cada espaço. O decreto determina que o Poder Executivo adote as medidas administrativas necessárias para garantir o cumprimento da regra, incluindo a retirada imediata de peças que estejam em desacordo.
“A fiscalização será por todo o poder público. Então, no caso das concessionárias, nós temos as nossas equipes de fiscalização das concessões nas rodovias. Nós temos a equipe da Artemig nas concessões de rodoviária e Mineirão. Nós temos a utilização da Seinfra nos espaços em geral. Temos as fiscalizações de posturas nossas.”
A fiscalização será feita pelas equipes responsáveis por cada espaço, e a polícia poderá ser acionada para garantir o cumprimento da regra. “Agora, a polícia acaba sendo importante nisso porque, sendo acionada, ela imediatamente vai promover a aplicação da regra, que é a cobertura ou retirada”, afirmou Simões.
Empresas e concessionárias serão inicialmente notificadas para retirar as peças, em um período de transição. Caso a publicidade permaneça, poderá ser feita a retirada compulsória. “Polícia, retirada compulsória da publicidade com atuação da nossa fiscalização”, declarou o governador.
Simões afirmou ainda que a medida não prevê aplicação de multa como principal mecanismo de punição.
“Isso não é uma questão de multa. Não adianta pagar multa nesse caso. Nós vamos arrancar e cobrir toda a publicidade que venha a desrespeito.” Em estruturas que não possam ter a peça removida imediatamente, a orientação será cobri-la até que seja possível providenciar a retirada.
No caso das concessionárias, o descumprimento da determinação poderá levar à revogação da concessão, segundo o governador.
Ao justificar a medida, o governador citou dados do Ministério da Fazenda segundo os quais brasileiros movimentaram R$ 220 bilhões em bets regularizadas no ano passado. Para as plataformas não regularizadas, a estimativa apresentada pelo governador chega a aproximadamente R$ 400 bilhões.
Conforme os dados, Minas Gerais representa cerca de 10% desse mercado, com R$ 22 bilhões em apostas regularizadas e aproximadamente R$ 37 bilhões quando consideradas também as apostas irregulares.
O governador afirmou ainda que, dos R$ 220 bilhões movimentados em bets regularizadas no país, cerca de R$ 37 bilhões correspondem às perdas líquidas dos apostadores. Em Minas, a estimativa apresentada por ele é de aproximadamente R$ 4 bilhões que deixam de circular na economia.
“Esse recurso da perda, e vamos começar por ele, o valor que fica no bolso das operadoras, é um recurso de R$ 4 bilhões que faz falta para a economia de Minas Gerais, que custa empregos, que retira dinheiro de circulação do comércio e que deixa de financiar as atividades públicas.”
Outras ações
A regra também alcança publicidade de plataformas de conteúdo adulto e serviços de cunho sexual. Além disso, o governo determinou que a Loteria Mineira rescinda imediatamente o contrato mantido com uma concessionária que explora apostas.
Debate nacional
O debate sobre a publicidade de bets se intensificou no Brasil em 2026 devido ao aumento do endividamento, impactos na saúde mental e elos com o crime organizado. O governo federal e o Congresso vêm debatendo regras rígidas para limitar a publicidade das plataformas e proibir a participação de influenciadores e celebridades.
MG proíbe propaganda de bets no Mineirão e espaços públicosFiscalização poderá retirar ou cobrir anúncios; entendaBrasil2026-08-21T07:16:17.125ZO governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), assinou na quinta-feira (20) a proibição da veiculação de publicidade de plataformas de apostas, as chamadas bets, em espaços públicos. A restrição também vale para estádios e equipamentos esportivos estaduais, como o Mineirão. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Minas decidiu colocar limite: publicidade, promoção e patrocínio de bets não terão espaço nos bens públicos estaduais nem nos eventos promovidos ou apoiados pelo Estado. O poder público não pode ajudar a normalizar uma atividade que, quando sai do controle, pode gerar dívida, dependência e empobrecimento”, disse Simões. Segundo o governador, a regra alcança diferentes formatos de divulgação. Estão proibidas placas, painéis, faixas, banners, totens, luminosos e painéis eletrônicos, além da inserção de marcas em telões e sistemas de sonorização. Também entram na vedação ações de ativação de marca, experiências promocionais, distribuição de materiais publicitários, exploração de camarotes e áreas promocionais e o chamado naming rights. Na prática, a restrição alcança estádios e equipamentos esportivos estaduais, rodovias, prédios públicos, terminais rodoviários e aeroportos estaduais. No caso do Mineirão, a concessionária será notificada para retirar publicidades de bets existentes no estádio. A proibição, porém, tem uma diferença em relação às placas de publicidade instaladas nas bordas do campo. Segundo o governador, esses espaços são administrados pelas promotoras dos campeonatos, e o Estado pretende notificá-las para que retirem as propagandas de bets quando as competições forem realizadas no Mineirão. Já anúncios em uniformes de jogadores não estão abrangidos pelo decreto, porque, segundo o governador, não se trata de publicidade em um bem público. No entanto, eventos que tenham promoção de bets deixarão de receber suporte do governo estadual. O decreto também impede o uso de recursos públicos, direta ou indiretamente, para financiar publicidade, propaganda, promoção comercial ou patrocínio que esteja proibido pela norma. Fiscalização A retirada da publicidade deverá ser feita pelos órgãos e entidades do governo responsáveis por cada espaço. O decreto determina que o Poder Executivo adote as medidas administrativas necessárias para garantir o cumprimento da regra, incluindo a retirada imediata de peças que estejam em desacordo. “A fiscalização será por todo o poder público. Então, no caso das concessionárias, nós temos as nossas equipes de fiscalização das concessões nas rodovias. Nós temos a equipe da Artemig nas concessões de rodoviária e Mineirão. Nós temos a utilização da Seinfra nos espaços em geral. Temos as fiscalizações de posturas nossas.” A fiscalização será feita pelas equipes responsáveis por cada espaço, e a polícia poderá ser acionada para garantir o cumprimento da regra. “Agora, a polícia acaba sendo importante nisso porque, sendo acionada, ela imediatamente vai promover a aplicação da regra, que é a cobertura ou retirada”, afirmou Simões. Empresas e concessionárias serão inicialmente notificadas para retirar as peças, em um período de transição. Caso a publicidade permaneça, poderá ser feita a retirada compulsória. “Polícia, retirada compulsória da publicidade com atuação da nossa fiscalização”, declarou o governador. Simões afirmou ainda que a medida não prevê aplicação de multa como principal mecanismo de punição. “Isso não é uma questão de multa. Não adianta pagar multa nesse caso. Nós vamos arrancar e cobrir toda a publicidade que venha a desrespeito.” Em estruturas que não possam ter a peça removida imediatamente, a orientação será cobri-la até que seja possível providenciar a retirada. No caso das concessionárias, o descumprimento da determinação poderá levar à revogação da concessão, segundo o governador. Ao justificar a medida, o governador citou dados do Ministério da Fazenda segundo os quais brasileiros movimentaram R$ 220 bilhões em bets regularizadas no ano passado. Para as plataformas não regularizadas, a estimativa apresentada pelo governador chega a aproximadamente R$ 400 bilhões. Conforme os dados, Minas Gerais representa cerca de 10% desse mercado, com R$ 22 bilhões em apostas regularizadas e aproximadamente R$ 37 bilhões quando consideradas também as apostas irregulares. O governador afirmou ainda que, dos R$ 220 bilhões movimentados em bets regularizadas no país, cerca de R$ 37 bilhões correspondem às perdas líquidas dos apostadores. Em Minas, a estimativa apresentada por ele é de aproximadamente R$ 4 bilhões que deixam de circular na economia. “Esse recurso da perda, e vamos começar por ele, o valor que fica no bolso das operadoras, é um recurso de R$ 4 bilhões que faz falta para a economia de Minas Gerais, que custa empregos, que retira dinheiro de circulação do comércio e que deixa de financiar as atividades públicas.” Outras ações A regra também alcança publicidade de plataformas de conteúdo adulto e serviços de cunho sexual. Além disso, o governo determinou que a Loteria Mineira rescinda imediatamente o contrato mantido com uma concessionária que explora apostas. Debate nacional O debate sobre a publicidade de bets se intensificou no Brasil em 2026 devido ao aumento do endividamento, impactos na saúde mental e elos com o crime organizado. O governo federal e o Congresso vêm debatendo regras rígidas para limitar a publicidade das plataformas e proibir a participação de influenciadores e celebridades. Em julho, o . O pacote padroniza as advertências que deverão aparecer nos anúncios e atribui novas obrigações a emissoras, plataformas digitais, influenciadores, agências, lojas de aplicativos e demais responsáveis pela divulgação das campanhas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mg-proibe-propaganda-de-bets-no-mineirao-e-espacos-publicos