Marcola será julgado por morte de PM 21 anos depois
Julgamento por morte e tentativa de homicídio de PMs em Jundiaí está previsto para maio de 2027; defesa questiona demora do processo
SBT News
Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola, líder máximo do PCC | SBT
A Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o julgamento pelo Tribunal do Júri de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, acusado de envolvimento na morte de um policial militar e na tentativa de homicídio de outro agente, em fatos ocorridos em 12 de maio de 2006, em Jundiaí, no interior de São Paulo.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Segundo a defesa, o julgamento acontecerá cerca de 21 anos após o oferecimento da denúncia, feito em 4 de setembro de 2006. Os acusados foram pronunciados em 2009 e, em 2019, o processo foi transferido para outra comarca por razões de segurança. A medida é conhecida como desaforamento.
Em nota divulgada nesta terça-feira (25), o advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, afirmou que a defesa considera excessivo o tempo transcorrido desde os fatos. Segundo ele, a demora pode afetar tanto o direito do acusado a um julgamento dentro de prazo razoável quanto a preservação das provas e a memória das testemunhas.
A defesa também afirma que, em 2023, a Justiça de São Paulo reconheceu o excesso de prazo no julgamento da ação penal. A prisão que Marcola cumpre atualmente, segundo o advogado, está relacionada a condenações em outros processos.
"[O tempo] comprometendo não apenas o direito do acusado a um julgamento tempestivo, mas também a própria produção e preservação da prova, especialmente diante dos efeitos que o tempo pode produzir sobre a memória das testemunhas e os elementos probatórios", afirmou.
Marcola nega a autoria dos crimes pelos quais será julgado. A defesa sustenta que ele deverá apresentar seus argumentos perante o Tribunal do Júri e destaca que, até uma eventual condenação definitiva, deve ser respeitado o princípio da presunção de inocência.
Os crimes pelos quais Marcola responde ocorreram no contexto da onda de violência registrada em São Paulo em maio de 2006. Naquele período, ataques atribuídos ao PCC atingiram unidades policiais, veículos e outros alvos, enquanto rebeliões foram registradas simultaneamente em presídios do estado.
A escalada de violência foi seguida por uma reação das forças de segurança. Levantamentos sobre o período apontam 564 mortes em pouco mais de uma semana, entre agentes públicos e civis.
O processo que envolve Marcola, porém, trata especificamente dos fatos ocorridos em Jundiaí em 12 de maio de 2006, relacionados ao homicídio de um policial militar e à tentativa de homicídio de outro.
Marcola será julgado por morte de PM 21 anos depois Julgamento por morte e tentativa de homicídio de PMs em Jundiaí está previsto para maio de 2027; defesa questiona demora do processoBrasil2026-08-25T14:08:11.121ZA Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o julgamento pelo Tribunal do Júri de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, acusado de envolvimento na morte de um policial militar e na tentativa de homicídio de outro agente, em fatos ocorridos em 12 de maio de 2006, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo a defesa, o julgamento acontecerá cerca de 21 anos após o oferecimento da denúncia, feito em 4 de setembro de 2006. Os acusados foram pronunciados em 2009 e, em 2019, o processo foi transferido para outra comarca por razões de segurança. A medida é conhecida como desaforamento. Em nota divulgada nesta terça-feira (25), o advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, afirmou que a defesa considera excessivo o tempo transcorrido desde os fatos. Segundo ele, a demora pode afetar tanto o direito do acusado a um julgamento dentro de prazo razoável quanto a preservação das provas e a memória das testemunhas. A defesa também afirma que, em 2023, a Justiça de São Paulo reconheceu o excesso de prazo no julgamento da ação penal. A prisão que Marcola cumpre atualmente, segundo o advogado, está relacionada a condenações em outros processos. "[O tempo] comprometendo não apenas o direito do acusado a um julgamento tempestivo, mas também a própria produção e preservação da prova, especialmente diante dos efeitos que o tempo pode produzir sobre a memória das testemunhas e os elementos probatórios", afirmou. Marcola nega a autoria dos crimes pelos quais será julgado. A defesa sustenta que ele deverá apresentar seus argumentos perante o Tribunal do Júri e destaca que, até uma eventual condenação definitiva, deve ser respeitado o princípio da presunção de inocência. Crimes Os crimes pelos quais Marcola responde ocorreram no contexto da onda de violência registrada em São Paulo em maio de 2006. Naquele período, ataques atribuídos ao PCC atingiram unidades policiais, veículos e outros alvos, enquanto rebeliões foram registradas simultaneamente em presídios do estado. A escalada de violência foi seguida por uma reação das forças de segurança. Levantamentos sobre o período apontam 564 mortes em pouco mais de uma semana, entre agentes públicos e civis. O processo que envolve Marcola, porém, trata especificamente dos fatos ocorridos em Jundiaí em 12 de maio de 2006, relacionados ao homicídio de um policial militar e à tentativa de homicídio de outro. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/marcola-sera-julgado-por-morte-de-pm-21-anos-depois
STF cria penduricalho de até 22,5% para assessores
Gratificação deve beneficiar 276 servidores, com custo médio de R$ 5,3 mil por mês para cada; medida ocorre após Corte suspender verbas de juízes e promotores