Brasil

Mais de 3 mil litros de bebidas irregulares são apreendidos no DF em apenas cinco dias

Sessenta estabelecimentos foram autuados por descumprir normas sanitárias; orientação de autoridades é para que empresários desconfiem de produtos muito baratos

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Vanessa Vitória
07/10/2025, 13:23 • Atualizado em 07/10/2025, 13:25
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Fiscalização da Vigilância Sanitária | Divulgação/Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Fiscalização da Vigilância Sanitária | Divulgação/Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Desde que surgiu o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol no Distrito Federal, em 1º de outubro, a Vigilância Sanitária criou uma força-tarefa para fiscalizar pontos de venda de bebidas alcoólicas localizados nas regiões administrativas do DF. De 2 a 6 de outubro, os auditores estiveram em 261 estabelecimentos e autuaram 60 deles por irregularidades.

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Só nesse período foram encontrados 3.045 litros de bebidas sem procedência e sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Na última sexta-feira (4), o SBT Brasília acompanhou uma fiscalização em bares da 408 Norte. Em um único estabelecimento, foram apreendidas 44 garrafas de bebidas alcoólicas, a maioria de cachaça artesanal, uma de vinho de jabuticaba e outra de catuaba, todas de procedência duvidosas e sem registro no ministério.

De acordo com o auditor Allex de Melo Moraes, "os empresários são orientados para que desconfiem de produtos muito baratos, carros que aparecem vendendo bebidas com a desculpa de que é ponta de estoque, distribuidora que fechou".

"A recomendação é comprar direto das marcas. A gente sabe que não existe almoço grátis, tem custo de produção, todo um valor embutido em uma bebida de procedência, com nota fiscal e todas as exigências que protegem a saúde."

As ações de fiscalização contra a produção e a comercialização de bebidas alcoólicas irregulares no DF contam com equipes dos Núcleos de Inspeção da Vigilância Sanitária, em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, DF Legal e outros órgãos do Governo do DF, coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública.

Quem vende bebidas sem procedência pode ser alvo de processo administrativo, com autuação do estabelecimento e multa mínima de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. As bebidas apreendidas são inutilizadas em caso de suspeita de fraude. Nesses casos, a polícia é acionada e o responsável, conduzido a uma delegacia para apuração.

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