Justiça determina internação de adolescente que atacou escola no RS
Decisão atendeu pedido do Ministério Público, que classificou atos como análogos aos crimes de homicídio e tentativas de homicídio

Camila Stucaluc
A Justiça do Rio Grande do Sul determinou a internação provisória do adolescente de 16 anos que realizou um ataque na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Nascimento Giacomazzi, no município de Estação. O período estipulado foi de 45 dias, conforme estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado, que justificou que a internação provisória do adolescente era necessária diante da violência empregada, do risco à coletividade e da repercussão social do caso. No documento, a entidade classificou os atos cometido pelo menor como análogos aos crimes de homicídio e tentativas de homicídio.
O caso aconteceu na última terça-feira (8). Na data, o adolescente entrou na escola sob o pretexto de entregar um currículo. Dentro da instituição, o jovem retirou um facão da mochila e iniciou os ataques. Um aluno de nove anos, identificado como Vitor Kungel Gambirazi, foi morto, e outras duas pessoas ficaram feridas.
Devido ao ocorrido, as aulas em todas as escolas da rede municipal de ensino foram suspensas por tempo indeterminado. Mães, pais e responsáveis se reuniram na cidade de Getúlio Vargas em protesto ao ataque. O grupo circulou pelas ruas em silêncio, segurando cartazes com pedidos por mais segurança nas escolas.
Pelas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, expressou solidariedade às famílias atingidas e aos funcionários da escola. Ele informou que as forças de segurança atuarão com prioridade na apuração do caso e que a Secretaria da Saúde prestará apoio à comunidade escolar.
“O que aconteceu não pode ser naturalizado, relativizado ou esquecido. Quero expressar minha solidariedade mais profunda às famílias atingidas, aos professores, alunos e profissionais da escola, e a cada morador da cidade. O Estado está presente para dar suporte, para proteger e para agir. Nada é mais urgente do que garantir que nossas crianças estejam seguras”, escreveu Leite.









