Condenado pela Tragédia do Baldo é preso após 42 anos
Motorista condenado por atropelar e matar 19 foliões no Carnaval de 1984, em Natal (RN), foi localizado em Cuiabá (MT), onde vivia com identidade falsa
SBT News
Aluísio Farias Batista condenado pela morte de 19 pessoas no Carnaval de 1984 | Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, prendeu neste sábado (27) Aluísio Farias Batista, de 68 anos, condenado a 21 anos de prisão pela morte de 19 pessoas durante o Carnaval de 1984, em Natal (RN). O caso ficou conhecido como Tragédia do Baldo.
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Segundo as investigações, Aluísio estava foragido havia mais de 40 anos. Após o crime ganhar repercussão nacional, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá (MT), onde utilizava documentos falsos em nome de uma pessoa já falecida.
A localização do condenado foi possível após troca de informações entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso. Na sexta-feira (26), os investigadores identificaram a residência onde ele morava, no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá. De acordo com a polícia, Aluísio levava uma vida discreta e havia constituído uma nova família.
Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi encaminhado à Polinter e permanece à disposição da Justiça.
Tragédia do Baldo
O acidente ocorreu durante o Carnaval de 1984, quando um ônibus conduzido por Aluísio Farias Batista atingiu foliões que participavam do tradicional bloco Puxa-Sacos, em Natal. Dezenove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
Entre as vítimas estavam o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar. Em razão da gravidade da tragédia, o governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias.
Em depoimento à polícia, Aluísio afirmou que havia encerrado sua jornada de trabalho quando foi chamado para substituir outro motorista. Segundo sua versão, o ônibus transportava integrantes de outra escola de samba e seguia por uma descida na região do Baldo, com pouca iluminação.
Ele relatou que precisou desviar de um Volkswagen Fusca que trafegava à sua frente e, ao retornar para a faixa de rolamento, encontrou outra escola de samba ocupando a via. Ainda segundo o condenado, não houve tempo nem espaço para evitar o atropelamento.
O caso teve ampla repercussão nacional. À polícia, Aluísio informou que, após a exibição da história no programa "Linha Direta", deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde permaneceu até ser localizado e preso.
Condenado pela Tragédia do Baldo é preso após 42 anosMotorista condenado por atropelar e matar 19 foliões no Carnaval de 1984, em Natal (RN), foi localizado em Cuiabá (MT), onde vivia com identidade falsaBrasil2026-06-28T10:47:41.888ZA Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, prendeu neste sábado (27) Aluísio Farias Batista, de 68 anos, condenado a 21 anos de prisão pela morte de 19 pessoas durante o Carnaval de 1984, em Natal (RN). O caso ficou conhecido como Tragédia do Baldo. Segundo as investigações, Aluísio estava foragido havia mais de 40 anos. Após o crime ganhar repercussão nacional, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá (MT), onde utilizava documentos falsos em nome de uma pessoa já falecida. A localização do condenado foi possível após troca de informações entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso. Na sexta-feira (26), os investigadores identificaram a residência onde ele morava, no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá. De acordo com a polícia, Aluísio levava uma vida discreta e havia constituído uma nova família. Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi encaminhado à Polinter e permanece à disposição da Justiça. Tragédia do Baldo O acidente ocorreu durante o Carnaval de 1984, quando um ônibus conduzido por Aluísio Farias Batista atingiu foliões que participavam do tradicional bloco Puxa-Sacos, em Natal. Dezenove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Entre as vítimas estavam o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar. Em razão da gravidade da tragédia, o governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias. Em depoimento à polícia, Aluísio afirmou que havia encerrado sua jornada de trabalho quando foi chamado para substituir outro motorista. Segundo sua versão, o ônibus transportava integrantes de outra escola de samba e seguia por uma descida na região do Baldo, com pouca iluminação. Ele relatou que precisou desviar de um Volkswagen Fusca que trafegava à sua frente e, ao retornar para a faixa de rolamento, encontrou outra escola de samba ocupando a via. Ainda segundo o condenado, não houve tempo nem espaço para evitar o atropelamento. O caso teve ampla repercussão nacional. À polícia, Aluísio informou que, após a exibição da história no programa "Linha Direta", deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde permaneceu até ser localizado e preso.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/homem-condenado-por-matar-19-e-preso-apos-42-anos
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