Condenado pela Tragédia do Baldo é preso após 42 anos
Motorista condenado por atropelar e matar 19 foliões no Carnaval de 1984, em Natal (RN), foi localizado em Cuiabá (MT), onde vivia com identidade falsa
SBT News
28/06/2026, 10:47 • Atualizado em 28/06/2026, 10:47
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Aluísio Farias Batista condenado pela morte de 19 pessoas no Carnaval de 1984 | Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, prendeu neste sábado (27) Aluísio Farias Batista, de 68 anos, condenado a 21 anos de prisão pela morte de 19 pessoas durante o Carnaval de 1984, em Natal (RN). O caso ficou conhecido como Tragédia do Baldo.
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Segundo as investigações, Aluísio estava foragido havia mais de 40 anos. Após o crime ganhar repercussão nacional, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá (MT), onde utilizava documentos falsos em nome de uma pessoa já falecida.
A localização do condenado foi possível após troca de informações entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso. Na sexta-feira (26), os investigadores identificaram a residência onde ele morava, no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá. De acordo com a polícia, Aluísio levava uma vida discreta e havia constituído uma nova família.
Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi encaminhado à Polinter e permanece à disposição da Justiça.
Tragédia do Baldo
O acidente ocorreu durante o Carnaval de 1984, quando um ônibus conduzido por Aluísio Farias Batista atingiu foliões que participavam do tradicional bloco Puxa-Sacos, em Natal. Dezenove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
Entre as vítimas estavam o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar. Em razão da gravidade da tragédia, o governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias.
Em depoimento à polícia, Aluísio afirmou que havia encerrado sua jornada de trabalho quando foi chamado para substituir outro motorista. Segundo sua versão, o ônibus transportava integrantes de outra escola de samba e seguia por uma descida na região do Baldo, com pouca iluminação.
Ele relatou que precisou desviar de um Volkswagen Fusca que trafegava à sua frente e, ao retornar para a faixa de rolamento, encontrou outra escola de samba ocupando a via. Ainda segundo o condenado, não houve tempo nem espaço para evitar o atropelamento.
O caso teve ampla repercussão nacional. À polícia, Aluísio informou que, após a exibição da história no programa "Linha Direta", deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde permaneceu até ser localizado e preso.
Condenado pela Tragédia do Baldo é preso após 42 anosMotorista condenado por atropelar e matar 19 foliões no Carnaval de 1984, em Natal (RN), foi localizado em Cuiabá (MT), onde vivia com identidade falsaBrasil2026-06-28T10:47:41.888ZA Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, prendeu neste sábado (27) Aluísio Farias Batista, de 68 anos, condenado a 21 anos de prisão pela morte de 19 pessoas durante o Carnaval de 1984, em Natal (RN). O caso ficou conhecido como Tragédia do Baldo. Segundo as investigações, Aluísio estava foragido havia mais de 40 anos. Após o crime ganhar repercussão nacional, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá (MT), onde utilizava documentos falsos em nome de uma pessoa já falecida. A localização do condenado foi possível após troca de informações entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso. Na sexta-feira (26), os investigadores identificaram a residência onde ele morava, no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá. De acordo com a polícia, Aluísio levava uma vida discreta e havia constituído uma nova família. Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi encaminhado à Polinter e permanece à disposição da Justiça. Tragédia do Baldo O acidente ocorreu durante o Carnaval de 1984, quando um ônibus conduzido por Aluísio Farias Batista atingiu foliões que participavam do tradicional bloco Puxa-Sacos, em Natal. Dezenove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Entre as vítimas estavam o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar. Em razão da gravidade da tragédia, o governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias. Em depoimento à polícia, Aluísio afirmou que havia encerrado sua jornada de trabalho quando foi chamado para substituir outro motorista. Segundo sua versão, o ônibus transportava integrantes de outra escola de samba e seguia por uma descida na região do Baldo, com pouca iluminação. Ele relatou que precisou desviar de um Volkswagen Fusca que trafegava à sua frente e, ao retornar para a faixa de rolamento, encontrou outra escola de samba ocupando a via. Ainda segundo o condenado, não houve tempo nem espaço para evitar o atropelamento. O caso teve ampla repercussão nacional. À polícia, Aluísio informou que, após a exibição da história no programa "Linha Direta", deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde permaneceu até ser localizado e preso.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/homem-condenado-por-matar-19-e-preso-apos-42-anos