Diante do impasse, a Caixa informou ao SBT News que decidiu levar a questão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo.
🔎 O dissídio coletivo é um processo usado quando trabalhadores e empresa não conseguem chegar a um acordo sobre questões como salários, benefícios ou condições de trabalho. Nesse caso, a Caixa levou o conflito ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a Justiça analise o caso e, se não houver acordo entre as partes, possa definir as regras que deverão ser cumpridas durante a negociação. 🔍
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O banco disse que cumprirá as determinações que forem estabelecidas pela Justiça do Trabalho: "A Caixa manterá sua postura de respeito às entidades representativas e compromisso com os empregados durante todo o processo e cumprirá integralmente as determinações que vierem a ser estabelecidas pela Justiça do Trabalho."
A paralisação começou em 10 de setembro e envolve, entre outros pontos, a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O Comando Nacional dos Bancários deverá se reunir hoje para discutir as próximas providências.
Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, lamentou o desdobramento: "Não era esse o caminho que queríamos. Alertamos para esse risco [de dissídio coletivo]. O Comando Nacional deve se reunir novamente para avaliar e orientar os próximos passos", escreveu nas redes sociais.
Nessa quarta-feira (23), a Vice-Presidência do TST realizou uma sessão de mediação com representantes da Caixa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).
A reunião foi realizada a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que busca uma solução para o impasse. Segundo o TST, apesar dos esforços, não houve acordo entre as partes.
Principais pontos de divergência
Um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa. A proposta apresentada pelo banco retirou a cobrança por faixa etária e previa que a instituição assumisse o déficit do plano em 2026.
A partir de 2027, a proposta estabelecia contribuição do titular de 3,7% da remuneração-base, além de cobrança para dependentes e limite de 9% para o grupo familiar.
Segundo as entidades sindicais, também permanecem pendências relacionadas ao trabalho remoto, carreira, empregados contratados após 2018 e modelo de atendimento.
"Foram realizadas inúmeras rodadas de negociação, nas quais o banco apresentou propostas distintas, incorporando avanços e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados. Apesar dos esforços realizados por ambas as partes, não foi possível alcançar consenso", defende a Caixa. "O banco permanece comprometido com a busca de soluções que preservem os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira."
A Caixa informou que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre eles estão o App CAIXA, Internet Banking CAIXA, WhatsApp CAIXA e CAIXA Tem.
Também estão disponíveis caixas eletrônicos, unidades lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais do Banco24Horas.
O atendimento pelo Alô CAIXA funciona pelo 4004 0104, para capitais e regiões metropolitanas, e pelo 0800 104 0104, para as demais localidades.
Benefícios sociais continuam sendo pagos
Segundo a Caixa, os pagamentos dos benefícios sociais seguem normalmente. Cerca de 35 milhões de pessoas recebem mensalmente benefícios sociais por meio do banco.
A instituição afirma que os recursos podem ser movimentados pelos aplicativos CAIXA Tem e App CAIXA, inclusive por Pix, pagamento de contas, boletos, compras e saques.
Para beneficiários que não recebem os valores em conta bancária, a Caixa informa que os saques podem ser feitos com cartão e senha em terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui. Também há possibilidade de saque sem cartão, por biometria previamente cadastrada, em terminais de autoatendimento e lotéricas.
Informações sobre os benefícios estão disponíveis nos aplicativos Benefícios Sociais CAIXA e Bolsa Família, no Portal Cidadão e pelo telefone CAIXA Cidadão: 0800 726 0207.
Greve da Caixa vai parar no Tribunal Superior após 15 diasBanco anunciou a medida após uma nova rodada de mediação terminar sem acordo com as entidades sindicaisBrasil2026-09-24T14:38:22.922ZA greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 15º dia nesta quinta-feira (24), . Diante do impasse, a Caixa informou ao SBT News que decidiu levar a questão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo. 🔎 O dissídio coletivo é um processo usado quando trabalhadores e empresa não conseguem chegar a um acordo sobre questões como salários, benefícios ou condições de trabalho. Nesse caso, a Caixa levou o conflito ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a Justiça analise o caso e, se não houver acordo entre as partes, possa definir as regras que deverão ser cumpridas durante a negociação. 🔍 O banco disse que cumprirá as determinações que forem estabelecidas pela Justiça do Trabalho: "A Caixa manterá sua postura de respeito às entidades representativas e compromisso com os empregados durante todo o processo e cumprirá integralmente as determinações que vierem a ser estabelecidas pela Justiça do Trabalho." A paralisação começou em 10 de setembro e envolve, entre outros pontos, a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O Comando Nacional dos Bancários deverá se reunir hoje para discutir as próximas providências. Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, lamentou o desdobramento: "Não era esse o caminho que queríamos. Alertamos para esse risco [de dissídio coletivo]. O Comando Nacional deve se reunir novamente para avaliar e orientar os próximos passos", escreveu nas redes sociais. Nessa quarta-feira (23), a Vice-Presidência do TST realizou uma sessão de mediação com representantes da Caixa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec). A reunião foi realizada a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que busca uma solução para o impasse. Segundo o TST, apesar dos esforços, não houve acordo entre as partes. Principais pontos de divergência Um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa. A proposta apresentada pelo banco retirou a cobrança por faixa etária e previa que a instituição assumisse o déficit do plano em 2026. A partir de 2027, a proposta estabelecia contribuição do titular de 3,7% da remuneração-base, além de cobrança para dependentes e limite de 9% para o grupo familiar. Segundo as entidades sindicais, também permanecem pendências relacionadas ao trabalho remoto, carreira, empregados contratados após 2018 e modelo de atendimento. "Foram realizadas inúmeras rodadas de negociação, nas quais o banco apresentou propostas distintas, incorporando avanços e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados. Apesar dos esforços realizados por ambas as partes, não foi possível alcançar consenso", defende a Caixa. "O banco permanece comprometido com a busca de soluções que preservem os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira." Como ficam os serviços da Caixa durante a greve A Caixa informou que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre eles estão o App CAIXA, Internet Banking CAIXA, WhatsApp CAIXA e CAIXA Tem. Também estão disponíveis caixas eletrônicos, unidades lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais do Banco24Horas. O atendimento pelo Alô CAIXA funciona pelo 4004 0104, para capitais e regiões metropolitanas, e pelo 0800 104 0104, para as demais localidades. Benefícios sociais continuam sendo pagos Segundo a Caixa, os pagamentos dos benefícios sociais seguem normalmente. Cerca de 35 milhões de pessoas recebem mensalmente benefícios sociais por meio do banco. A instituição afirma que os recursos podem ser movimentados pelos aplicativos CAIXA Tem e App CAIXA, inclusive por Pix, pagamento de contas, boletos, compras e saques. Para beneficiários que não recebem os valores em conta bancária, a Caixa informa que os saques podem ser feitos com cartão e senha em terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui. Também há possibilidade de saque sem cartão, por biometria previamente cadastrada, em terminais de autoatendimento e lotéricas. Informações sobre os benefícios estão disponíveis nos aplicativos Benefícios Sociais CAIXA e Bolsa Família, no Portal Cidadão e pelo telefone CAIXA Cidadão: 0800 726 0207. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/greve-da-caixa-vai-parar-no-tribunal-superior-apos-15-dias