Forte ventania deixa 1,8 milhão de imóveis sem luz em São Paulo
Rajadas de vento chegaram a 82 km/h na capital e causaram destruição, com árvores caídas, parque fechado e linhas de trem circulando com velocidade reduzida


Emanuelle Menezes
A forte ventania que atinge São Paulo nesta quarta-feira (10) deixou mais de 1,8 milhão de imóveis sem luz. Os dados são da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica.
Segundo a empresa, clientes de 24 cidades da Região Metropolitana foram afetados até 14h07 desta quarta. Só na capital, são 1.171.322 imóveis sem energia, o equivalente a 20,19% dos clientes. Em Pirapora do Bom Jesus, 7.344 clientes estão sem energia (87,34% do total). Em Cotia, 104.357 imóveis foram afetados, o que corresponde a 73,74% dos clientes da empresa.
Com rajadas que superam 80 km/h, a ventania ocorre com a entrada de um ciclone extratropical vindo da região Sul e a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, além da queda de árvores, disse a empresa. A Enel afirmou que equipes estão mobilizadas em campo e atuando para restabelecer os serviços aos afetados.
Segundo a Defesa Civil de São Paulo, às 11h as rajadas de vento chegaram a 82 km/h na capital e "nas próximas horas podem aumentar". Um alerta do órgão emitido na véspera aponta ainda que o ciclone pode provocar tempestades severas em todo o estado de São Paulo, com ventos acima de 90 km/h, raios e possibilidade de granizo.
Além da falta de energia, o vendaval provocou destruição: dezenas de árvores caíram, o Parque Ibirapuera precisou ser fechado, linhas do transporte sobre trilhos estão circulando com velocidade reduzida e o atendimento no Hospital São Paulo, no bairro da Vila Clementino, foi afetado.
Só na capital paulista, foram registradas 57 quedas de árvores até 11h. Com os ventos fortes, a Prefeitura de São Paulo determinou que a Urbia, concessionária que administra o Parque Ibirapuera, fechasse ao público o local e as atrações de Natal.
Até o momento, as linhas de trem afetadas são:
- Linha 7-Rubi – segundo a concessionária TIC Trens, a linha está operando com velocidade reduzida desde 13h23 entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jaraguá devido à queda de uma árvore e de galhos no trecho;
- Linha 9-Esmeralda – o ramal, operado pela empresa ViaMobilidade, tem maiores intervalos entre os trens após uma interferência externa causada pelos fortes ventos na região de Santo Amaro;
- Linha 10-Turquesa – os trens da linha, administrada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), operam com intervalos maiores e velocidade reduzida, entre Palmeiras-Barra Funda e Rio Grande da Serra, por problemas técnicos no sistema de energia;
- Linha 11-Coral – a linha, também administrada pela CPTM, opera com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Guaianases e Estudantes desde 12h13 devido a problemas técnicos no sistema de energia.








