Brasil

Flávio acusa Lula de tentar “comprar voto” com Bolsa Família

Em atos de campanha em SC, Flávio esteve em Joinville e Lula, em Florianópolis; petista questionou a baixa adesão do setor de agronegócio ao seu governo

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Caroline Vale
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem campanha em Santa Catarina. | Divulgação/Flickr Lula/Ricardo Stuckert --  Reprodução/SCC10

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem campanha em Santa Catarina. | Divulgação/Flickr Lula/Ricardo Stuckert -- Reprodução/SCC10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, cumpriram agendas de campanha em Santa Catarina neste sábado (19). Enquanto Lula participou de um ato em Florianópolis, Flávio esteve em Joinville, no Norte do estado, antes de seguir para Chapecó.

Em Joinville, Flávio criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal e acusou Lula de tentar obter apoio eleitoral entre os beneficiários do programa. “Ele viu nas pesquisas que a gente vai ganhar no primeiro turno e foi tentar comprar o voto dos mais pobres, dando noventa reais de reajuste para o Bolsa Família. Que vergonha, Lula! Que vergonha! O Bolsonaro triplicou, deu mais 420 reais do que era a média do Bolsa Família; você deu R$ 90”, disse Flávio.

“Ele está achando que o pobre é aquele otário, mas não é. O pobre é esperto, ele quer trabalhar e não quer migalha", afirmou.
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O governo federal publicou, na quinta-feira (17), decreto que corrigiu os valores do Bolsa Família pela inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a medida, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691 a partir da folha de outubro, uma recomposição de 15,04%.

Flávio fala em "risco" para eleição de 2030

Durante o discurso em Joinville, Flávio também atacou Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou que uma eventual reeleição do petista teria consequências para o cenário político de 2030.

“Esqueçam, nem eleição vai ter em 2030 se o Lula se reelege”, afirmou.

Flávio também associou a candidatura de Lula à atuação de Moraes no STF. “A eleição dele é o Alexandre de Moraes, então a obrigação do Lula, agora, é defender o Alexandre de Moraes”, disse. “Ele deve para o Alexandre de Moraes, ele compartilhou o governo dele com o Alexandre de Moraes. O resultado, o Brasil ficou sem presidente, o Brasil ficou sem comando", completou.

Sobre o ministro, Flávio declarou: “O ministro do Supremo já não respeita mais Constituição, não respeita lei, não respeita mais precedente, não respeita nada. Acabou o Judiciário.”

Lula mira em agronegócio

Em Florianópolis, Lula participou do ato “O Brasil Pronto para Mais”, na Praça Tancredo Neves, no centro da capital catarinense. O candidato à reeleição esteve acompanhado de aliados da chapa apoiada pelo PT em Santa Catarina.

Durante o discurso, Lula questionou a resistência de parte do agronegócio às propostas de seu governo e relacionou a falta de apoio ao fato de ser nordestino e pobre.

“Por que não votam em nós? Deve ser problema de pele. É porque eu sou nordestino ou porque eu sou pobre? Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para agricultura como agora. Nós fizemos em 15 anos o que eles não fizeram em 500”, afirmou.

Ao falar de investimentos na educação, Lula rejeitou os rótulos de comunista e marxista. “Eu não sou marxista, comunista, eu sou torneiro mecânico. Um cara que adquiriu consciência política”, declarou.

“Pesquisa é investimento, se a gente não fizesse, não pegaria petróleo a seis mil metros de profundidade. Porque eu não estudei eu quero que todo mundo possa estudar neste país. Eu não sou comunista."

Lula ainda comentou as investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. O candidato voltou a defender investigação de todos os ministros do STF. “Eu quero que a Suprema Corte apure, investigue todos. Vamos deixar todo mundo nu diante da sociedade brasileira, porque nós merecemos saber da verdade”, disse.

O presidente também declarou estar disposto a rever a operação das casas de apostas no país. “Eu estou determinado. Se depender da minha vontade, eu vou acabar com as bets nesse país”, declarou.

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