Facção criminosa negociou contratos com prefeitura do Rio Grande do Sul, aponta MP
Segundo a investigação, o pacto existia desde 2020 em Parobé, cidade na Grande Porto Alegre.
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Eduardo Pinzon
Prefeitura de Parobé (RS) é investigada por associação à facção criminosa em troca de votos | Foto: Divulgação / MPRS
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O prefeito de Parobé, Diego Picucha (PDT), virou alvo nesta quarta-feira (18) de uma megaoperação policial e do Ministério Público gaúcho que investiga o envolvimento da prefeitura do município de 50 mil habitantes em um esquema de corrupção e envolvimento com uma facção criminosa.
A investigação revelou que, desde as eleições municipais de 2020, o grupo de tráfico de drogas e armas teria oferecido apoio político a uma das chapas vencedoras, em troca de contratos que somam R$ 40 milhões com a administração pública.
As investigações apontam que empresas fictícias ou sem estrutura, ligadas aos membros da facção, foram favorecidas em contratações públicas em troca de apoio eleitoral. Para facilitar o esquema, membros da facção ocuparam cargos comissionados e intermediaram negócios fraudulentos.
A operação "Confraria" cumpriu 41 mandados de busca e apreensão, bloqueou 59 veículos e 33 imóveis, totalizando mais de R$ 10 milhões. Estão sendo investigados 30 indivíduos e 12 empresas, incluindo membros da administração municipal e da facção. A Prefeitura de Parobé afirmou ter sido surpreendida pela ação.
Diego Picucha usou seu Instagram para se manifestar sobre a operação do MPRS. Na ocasião, ele reforça que tem todas as contas aprovadas, não responde a processos e que não precisa negociar votos ou favores, pois a gestão dele é reconhecida pela comunidade local. Leia o texto na íntegra.
‘’Sobre a operação do MP realizada hoje, esclareço que:
- Não respondo a nenhum processo de improbidade ou corrupção e tenho todas as contas aprovadas.
- Além de conter contratos investigados de gestões anteriores, destaco que todos os contratos são públicos e estão disponíveis no Portal da Transparência.
- As armas citadas não pertencem à Prefeitura ou à nossa administração.
- Não precisamos negociar votos ou favores. Nossa gestão é respaldada pela confiança da comunidade, sendo reconhecida como a melhor do RS por três anos consecutivos e prefeito reeleito de Parobé com quase 80% dos votos, uma marca histórica na cidade. Seguimos trabalhando em prol da comunidade como sempre fizemos, com a confiança do nosso povo!”
Facção criminosa negociou contratos com prefeitura do Rio Grande do Sul, aponta MPSegundo a investigação, o pacto existia desde 2020 em Parobé, cidade na Grande Porto Alegre.
Brasil2024-12-19T03:11:52.147ZO prefeito de Parobé, Diego Picucha (PDT), virou alvo nesta quarta-feira (18) de uma megaoperação policial e do Ministério Público gaúcho que investiga o envolvimento da prefeitura do município de 50 mil habitantes em um esquema de corrupção e envolvimento com uma facção criminosa. A investigação revelou que, desde as eleições municipais de 2020, o grupo de tráfico de drogas e armas teria oferecido apoio político a uma das chapas vencedoras, em troca de contratos que somam R$ 40 milhões com a administração pública. As investigações apontam que empresas fictícias ou sem estrutura, ligadas aos membros da facção, foram favorecidas em contratações públicas em troca de apoio eleitoral. Para facilitar o esquema, membros da facção ocuparam cargos comissionados e intermediaram negócios fraudulentos. A operação "Confraria" cumpriu 41 mandados de busca e apreensão, bloqueou 59 veículos e 33 imóveis, totalizando mais de R$ 10 milhões. Estão sendo investigados 30 indivíduos e 12 empresas, incluindo membros da administração municipal e da facção. A Prefeitura de Parobé afirmou ter sido surpreendida pela ação. Diego Picucha usou seu Instagram para se manifestar sobre a operação do MPRS. Na ocasião, ele reforça que tem todas as contas aprovadas, não responde a processos e que não precisa negociar votos ou favores, pois a gestão dele é reconhecida pela comunidade local. Leia o texto na íntegra. ‘’Sobre a operação do MP realizada hoje, esclareço que: - Não respondo a nenhum processo de improbidade ou corrupção e tenho todas as contas aprovadas. - Além de conter contratos investigados de gestões anteriores, destaco que todos os contratos são públicos e estão disponíveis no Portal da Transparência. - As armas citadas não pertencem à Prefeitura ou à nossa administração. - Não precisamos negociar votos ou favores. Nossa gestão é respaldada pela confiança da comunidade, sendo reconhecida como a melhor do RS por três anos consecutivos e prefeito reeleito de Parobé com quase 80% dos votos, uma marca histórica na cidade. Seguimos trabalhando em prol da comunidade como sempre fizemos, com a confiança do nosso povo!” São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/faccao-criminosa-negociou-contratos-com-prefeitura-do-rio-grande-do-sul-aponta-investigacao-do-mp