Exército avança em batalhão de drones e prospecta empresas
Força define em junho tamanho de investimento para drones; 87 empresas indicaram interesse



Militar do Exército operando drone | Reprodução Ministério da Defesa
O Exército Brasileiro vai decidir em junho o tamanho do investimento que será feito para desenvolver drones de ataque e de vigilância para emprego militar.
Uma primeira prospecção da Força encontrou 87 empresas capazes de, em algum nível, desenvolver drones para o Exército.
Uma parte dessas empresas vai apresentar seus drones para integrantes do Alto Comando do Exército nesta quarta-feira (27).
O plano do Exército, segundo generais ouvidos pelo SBT News, é desenvolver com a Base Industrial de Defesa brasileira drones de categoria 3, de maior alcance e capacidade de ataque.
Enquanto o desenvolvimento é feito, a Força deve adquirir uma quantidade pequena de drones para criação de doutrina e treinamento dos militares.
Os equipamentos serão utilizados pelo primeiro Batalhão de Drones criado pelo Exército, com sede em Taubaté (SP). Uma subunidade desse batalhão ficará no Rio de Janeiro, com drones da categoria 0 e 1, de menor alcance e focados em vigilância.
O plano preparado pelo Exército envolve desenvolver e adquirir quatro sistemas de três drones de categoria 2 e 3 --os mais poderosos. A estimativa feita por generais é que cada sistema custe cerca de 90 milhões de dólares.
Viagem à Turquia
O chefe do Estado-Maior do Exército, general Francisco Montenegro, viajou à Turquia em abril, para conversar com os chefes militares e ver como o país opera seus drones.
A Turquia é uma das maiores referências de desenvolvimento e emprego militar de drones.
Na viagem, o general Montenegro viu como os turcos empregam seus drones 24h por dia, com uma complexa rede que cobre todo o país. A operação é centralizada em uma sala pequena.
O Exército também conversa com autoridades da Itália para verificar as capacidades dos militares italianos no emprego de drones.
Reformulação
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, definiu que a Força deve promover uma grande reformulação este ano.
O Alto Comando do Exército se reúne esta semana, em Brasília, para discutir um estudo feito pelo Estado-Maior sobre as percepções de ameaça do Brasil.
A ideia é redefinir as prioridades do emprego militar, com uma nova ocupação do Exército pelo território brasileiro e um novo modelo de brigadas.
O Exército tem 25 brigadas em operação e pretende reorganizar o desenho delas em quatro tipos.
Cinco brigadas serão consideradas de forças de prontidão. Elas ficarão espalhadas no Rio de Janeiro, Caçapava (SP), Marabá (PA), Campinas (SP) e Ponta Grossa (PR).
As 20 brigadas restantes ficam divididas entre forças de emprego imediato, de emprego continuado e de emprego multidomínio.















