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Ex-PM de 103 anos é condenado por homicídio em Salvador (BA)

Emiliano Melo dos Santos foi condenado a 4 anos e 9 meses pela morte de Welton Lopes Costa durante uma abordagem

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Aratu On, SBT News
Ex-PM de 103 anos é condenado pela morte de homem em Salvador. | Reprodução

Ex-PM de 103 anos é condenado pela morte de homem em Salvador. | Reprodução

O ex-policial militar Emiliano Melo dos Santos, de 103 anos, foi condenado nessa quinta-feira (24) pela morte de Welton Lopes Costa, de 34 anos, em Salvador (BA). O júri popular foi realizado no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré.

Os jurados decidiram pela condenação de Emiliano a 4 anos e 9 meses de prisão. Conforme informações obtidas pelo Aratu On, da TV Aratu afiliada ao SBT, ele cumprirá a pena em regime domiciliar.

Welton foi morto durante um episódio ocorrido no Largo Dois de Julho, em Salvador, em agosto de 2021. A companheira dele, Jeniffer Carvalho dos Santos, também foi atingida por um disparo durante a ocorrência. Em entrevista, o irmão da vítima celebrou a condenação do ex-policial e contou sobre o sentimento de Justiça.

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“Essa vitória foi um presente maravilhosos para gente principalmente para minha mãe que está fazendo aniversário amanhã 73 anos estamos aliviado com a Justiça feita”, disse Welbert Lopes Costa.

O que diz o ex-PM

Antes do resultado do julgamento, o advogado do ex-PM, Vivaldo Amaral, afirmou que os depoimentos apresentados durante o júri reforçaram a versão de que Emiliano tinha um histórico pacífico e de prestação de serviços à comunidade.

A defesa também contestou as referências ao ex-PM como “Xerife do 2 de Julho” e “Bin Laden”. Segundo o advogado, os apelidos teriam surgido após o episódio e não corresponderiam à trajetória de Emiliano.

Durante o julgamento, os advogados sustentaram que o ex-PM teria tentado intervir em uma situação envolvendo Welton e a companheira dele. A defesa afirmou que Emiliano teria agido em legítima defesa própria e de terceiro. Segundo os advogados, Welton teria apresentado comportamento agressivo e empurrado Emiliano antes dos disparos.

A versão apresentada pela defesa foi contestada pelo irmão da vítima, Welbert Lopes Costa. Ele negou que a vítima tivesse histórico de violência contra mulheres. Costa afirmou que pessoas que não conviviam com o irmão estariam apresentando relatos que, segundo ele, não correspondem à realidade.

A declaração contrasta com a versão apresentada pela defesa de Emiliano, que tenta caracterizar a relação entre Welton e Jeniffer como marcada por conflitos, ciúmes e episódios de violência.

O irmão da vítima também criticou os depoimentos prestados durante o julgamento. Segundo ele, algumas pessoas que não teriam presenciado os acontecimentos ou que não conheciam a dinâmica da família passaram a apresentar versões sobre Welton e de Emiliano que não correspondem ao que, segundo ele, era conhecido.

“Pessoas que nunca viram apareceram hoje falando o que não corresponde com a realidade. Todos conhecem a forma de seu Emiliano no bairro”, acrescentou.

Relembre o caso

Emiliano Melo dos Santos é acusado de matar Welton Lopes Costa e ferir Jeniffer Carvalho dos Santos durante uma ocorrência. Segundo os autos, o ex-PM presenciou uma discussão entre o casal nas proximidades de sua residência e interveio na situação. Na sequência, efetuou disparos de arma de fogo que atingiram Welton e Jeniffer.

A defesa nega que tenha havido intenção de matar e sustenta que o acusado reagiu diante de uma situação que considerava de risco.

O julgamento contou com depoimentos de testemunhas e manifestações das partes antes da decisão dos jurados. O Ministério Público é representado pelo promotor de Justiça Luciano Santana Borges.

Apesar das versões apresentadas ao longo do julgamento, Welbert afirmou que acredita que a Justiça será feita diante do caso. O irmão aponta que a verdadeira vítima do caso foi Welton que morreu diante da conduta do ex-PM.

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